

Exportadores vão buscar outros mercados para a carne embargada pela União Européia: Marcus Vinícius Pratini de Moraes, viaja hoje para Oriente Médio em busca de novos negócios para a carne brasileira
Créditos: Divulgação/MarfrigO embargo da União Européia (UE) à carne brasileira gera para os exportadores um prejuízo de cerca de US$ 80 milhões por mês, segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antônio Jorge Camardelli. De acordo com Camardelli, o setor vai tentar redirecionar parte do que era vendido à UE para outros dos 150 países com os quais o Brasil negocia carne. Segundo ele, "é impraticável destinar mais 25% da produção que era exportada para a União Européia para o mercado interno."
O diretor-executivo da
Abiec acredita que com a chegada da delegação de técnicos europeus no próximo dia 25 haverá uma retomada das negociações, o que poderá permitir o pleno restabelecimento das vendas para a
União Européia.
"O primeiro passo é a retomada das negociações, o segundo passo é a auditoria em algumas propriedades para ver se o padrão que eles pedem está sendo praticado, e aí saber qual é a cronologia de restabelecimento disso [das exportações]", disse.
No dia 31 de janeiro, a
União Européia suspendeu a compra de carne do Brasil, alegando insuficiência das garantias sanitárias e de qualidade dadas pelo país.
EM BUSCA DE NOVOS NEGÓCIOS
o presidente da
Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Marcus Vinícius Pratini de Moraes, viaja hoje, dia 21, para Oriente Médio, a fim de tentar ampliar os negócios com os países da região, superando a marca de US$ 422 milhões de vendas de carne in natura em 2007.
Depois do Oriente Médio, o presidente da
Abiec pretende trabalhar o mercado chinês, aproveitando os eventos em torno das Olimpíadas de Pequim, além de Marrocos e Indonésia.
EFEITO DA CRISE AMERICANA SERÁ MAIS FORTE NA UNIÃO EUROPÉIA
A crise desencadeada pelo mercado de crédito imobiliário nos Estados Unidos deverá ter efeito mais forte na
União Européia do que em países da América Latina. É o que indica o Índice de Clima Econômico (ICE), elaborado pela pelo Instituto Alemão Ifo, em parceria com a
Fundação Getúlio Vargas (FGV), e divulgado ontem (20/2).
O índice para a América Latina recuou para 5,2 pontos em janeiro, uma queda de 0,4 ponto em relação a outubro do ano passado. O resultado foi influenciado principalmente pela piora de um dos componentes do ICE, o Índice em Relação às Expectativas (referente aos próximos seis meses), que caiu de 4,7 para 4,1 pontos.
Já na Europa, o índice relacionado às expectativas para o futuro recuou de 4,2 pontos para 3,6 pontos.
"A crise mexeu mais com os países desenvolvidos, principalmente na
União Européia. A América Latina também deverá sofrer uma desaceleração na economia, mas com intensidade menor", explicou a coordenadora de projetos da FGV, Lia Valls Pereira.
O Brasil ocupa, atualmente, o quarto lugar no ranking da América Latina. Na região, o índice só aumentou em dois países: Argentina e Paraguai. Brasil, Costa Rica e Peru não apresentaram variações consideráveis no índice. Já Equador, México e Venezuela continuam numa trajetória de piora das condições econômicas.
A pesquisa da Sondagem Econômica da América Latina, que inclui o ICE, é feita com base em informações prestadas por economistas de seus próprios países. Em janeiro, foram consultados 124 especialistas em 16 países.
FONTE
Agência Brasil
Daniel Mello e Aline Beckstein
Repórteres
Links referenciados
Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carneswww.abiec.com.br
Fundação Getúlio Vargaswww.fgv.br
União Européiaeuropa.eu/index_pt.htm
Agência Brasilwww.agenciabrasil.gov.br
Abiecwww.abiec.com.br
Jornal Agrosoft
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