Agrosoft Brasil

Jornal Agrosoft: Receba GRÁTIS

Jornal Agrosoft
GRÁTIS: clique aqui

Jornal Agrosoft
GRÁTIS: clique aqui

Jornal Agrosoft
GRÁTIS: clique aqui

Dólar comercial atinge R$ 2,04, a maior cotação desde maio de 2009

  Comentários :: Publicado em 22/05/2012 na seção noticias :: Versões alternativas: Texto PDF


O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 2,04 para venda, o nível mais alto desde maio de 2009, quando fechou em R$ 2,07. A valorização da moeda norte-americana, ontem (21/05/12), foi 1,38% em relação à cotação do dia 18 de maio. À tarde, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse que a valorização do dólar nas últimas semanas está ocorrendo no mundo todo e que a desvalorização do real, que caiu 2,2% entre janeiro e abril, está em linha com as demais moedas do mundo. "O que está ocorrendo hoje é um processo em função do quadro internacional, a valorização da moeda norte-americana contra a grande maioria das moedas", disse Tombini.

No entanto, na avaliação do professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), Fábio Kanczuk, além da influência internacional, a variação do câmbio pode estar sendo afetada por medidas econômicas internas e por uma piora da percepção dos investidores internacionais em relação ao risco.

"Quando a gente compara o que está acontecendo com o real com as outras moedas de [países] emergentes, a gente nota que o real desvalorizou-se bem mais do que as outras", disse o professor, com a ressalva de que a desvalorização da moeda brasileira está ocorrendo de forma mais intensa. "Tem alguma coisa particular do real desta vez, ele está perdendo muito mais que as outras moedas".

De acordo com o professor, a particularidade da desvalorização do real está, em parte, relacionada às medidas do governo, como aumentos do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a compra de dólar pelo Banco Central. "Parte é atuação do governo e parte a gente entende que não é isso. Quando a gente fala com [investidores] estrangeiros, a gente nota que eles estão mais indispostos com o Brasil, no sentido de acreditar menos nas instituições brasileiras", disse o professor.

Já para o professor da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, a desvalorização do real está sendo mais forte do que em outros países emergentes porque, no passado, se valorizou mais. A variação do câmbio, para ele, está vinculada à crise na Europa. "O governo tem munição para evitar grandes flutuações por um determinado tempo. Se a tendência do dólar é cair, o BC pode ficar comprando no mercado para evitar que ele caia. Mas isso tem um limite. Se há notícia, por exemplo, de que a Grécia vai sair da zona do euro, que os bancos vão mal, é óbvio que isso afeta a cotação", disse.

FONTE

Agência Brasil
Bruno Bocchini - Repórter
Vinicius Doria - Edição

Links referenciados

Faculdade de Economia e Administração
www.fea.usp.br

Trevisan Escola de Negócios
www.trevisan.edu.br

Universidade de São Paulo
www.usp.br

Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

Banco Central
www.bcb.gov.br

COMENTÁRIOS NO FACEBOOK


Jornal Agrosoft
GRÁTIS: clique aqui

Jornal Agrosoft
GRÁTIS: clique aqui

Jornal Agrosoft
GRÁTIS: clique aqui

www.agrosoft.org.br     © 2009 Agrosoft Brasil         Fale Conosco        Serviços