

Workshop internacional discute redução do desmatamento:
Créditos: Rui PeruquettiO papel das mesas de negociação de commodities agrícolas e as regras para redução do desmatamento no âmbito de programas estaduais de REED+ (sistema de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal que considera também a proteção ao modo de vida dos povos das florestas) são tema de um workshop realizado nos Estados Unidos, entre os dias 7 e 9 de setembro de 2011. Representantes de 13 países se reúnem na Universidade da Califórnia, em San Diego, para discutir, entre outras questões, as estratégias para reduzir a emissão de gases de efeito estufa decorrentes das mudanças no uso da terra.
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Workshop internacional discute redução do desmatamento
Do lado brasileiro participam o
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),
Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam),
WWF Brasil,
Instituto Centro de Vida (ICV) e ONG
Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, entre outras instituições governamentais e não governamentais.
O encontro é promovido pelo
National Wildlife Federation (NWF), organização ambientalista americana, voltada para a proteção do meio ambiente e preservação das espécies com risco de extinção. Diversos organismos nacionais e internacionais que atuam no desenvolvimento e fomento de iniciativas voltadas para a temática ambiental são parceiros na realização do Workshop.
Segundo o pesquisador Judson Valentim, chefe-geral da
Embrapa Acre (Rio Branco), o debate também colocará em pauta questões relacionadas à atividade agrícola e seus reflexos para o meio ambiente. Os especialistas querem saber, por exemplo, de que forma a intensificação da agricultura pode ajudar a evitar o desmatamento em nível local e global. Além de representar a
Embrapa na discussão de temáticas gerais do evento, Valentim participa como moderador de um bloco sobre a sinergia entre segurança alimentar e as reduções de gases de efeito estufa.
O conceito de REDD surgiu na Conferência das Partes sobre o Clima (COP), na busca por formas voluntárias de compensação pelos esforços empreendidos na redução de emissões de gases de efeito estufa por desmatamento. Este mecanismo busca possibilitar que países detentores de florestas possam receber incentivos financeiros por evitar o desmatamento e por esforços para a manutenção e o aumento dos estoques de carbono florestal. Além das reduções por evitar o desmatamento e a degradação, o
REED+ abrange também o papel da conservação florestal, do manejo florestal sustentável e do aumento dos estoques de carbono.
A emissão de gases de efeito estufa está entre as principais causas do aquecimento global e das mudanças climáticas do planeta. A implantação do sistema
REED+, discutido em âmbito nacional e internacional, exige um acordo global entre os países, com estabelecimento de metas de redução a serem alcançadas em períodos pré-fixados. O Brasil, assim como a maioria dos países ainda não possui regulamentação específica para projetos em
REED+. Alguns estados como Amazonas, Acre, Pará e Mato Grosso, avançaram na discussão do assunto e na definição de programas locais.
CERTIFICAÇÃO DE COMMODITIES
De acordo com Bábara Bramble, coordenadora geral do Programa de Energia e Clima do
National Wildlife Federation, e uma das responsáveis pela organização do Workshop, as mesas redondas de commodities agrícolas atuam como fórum internacional de discussão sobre a sustentabilidade desse tipo de produto. Participam instituições de setores e países relacionados com a cadeia de produção e comercialização, bem como produtores, exportadores, agroindústria, instituições financeiras, além de ONGs sociais e ambientais. Esses mecanismos exercem importante papel na definição de regras voluntárias para o processo de certificação de produtos agrícolas.
"Vamos discutir a relação entre agricultura, segurança alimentar, mudanças climáticas e quantificação de gases de efeito estufa. A população mundial está aumentando e, consequentemente, a demanda por alimentos. Por outro lado, as mudanças no clima do planeta têm dificultado a produção agrícola. É preciso identificar alternativas que possibilitem conciliar a produção de alimentos com a conservação das florestas", diz.
Ainda de acordo com a coordenadora, a incorporação de novas formas de produção com base em critérios de sustentabilidade ambiental requer políticas públicas e privadas. Os Grupos de Certificação de Commodities podem influenciar os métodos de produção agrícola e a mudança de postura de grandes produtores, que comercializam commodities em diversas partes do mundo. "Eles podem, inclusive, vincular a comercialização de produtos do agronegócio à adoção de princípios de sustentabilidade e isto pode fazer com que os produtores busquem a certificação da produção", explica.
A certificação pode abrir novos mercados e proporcionar uma imagem mais positiva para quem produz. A busca por produtos certificados tem sido uma tendência no mercado internacional, especialmente nos países europeus. Entre as Commodities brasileiras que já possuem regras internacionais para uma produção mais sustentável do ponto de vista socioambiental está a soja. Essas regras são negociadas pela Mesa Redonda da Soja Responsável.
FONTE
Embrapa Acre
Diva Gonçalves - Jornalista
Telefone: (68) 3212-3225
Links referenciados
Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonaswww.idesam.org.br
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimentowww.agricultura.gov.br
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuáriawww.embrapa.br
Amigos da Terra - Amazônia Brasileirawww.amigosdaterra.org.br
National Wildlife Federationwww.nwf.org
Universidade da Califórniawww.ucsd.edu
Instituto Centro de Vidawww.icv.org.br
Diva Gonçalvesdiva@cpafac.embrapa.br
Embrapa Acrewww.cpafac.embrapa.br
WWF Brasilwww.wwf.org.br
Embrapawww.embrapa.br
REED+www.un-redd.org
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