

Taxa de inovação nas empresas cresce de 34,4%, em 2005, para 38,6%, em 2008:
Créditos: IBGEO cenário econômico positivo no Brasil a partir de 2006 favoreceu os investimentos das empresas em inovação. As empresas brasileiras inovadoras passaram de 32,8 mil, em 2005, para 41,3 mil, em 2008, o que fez a taxa de inovação aumentar de 34,4% entre 2003 e 2005, para 38,6%, no período de 2006 a 2008. É o que mostra a Pesquisa de Inovação Tecnológica - Pintec 2008 -, divulgada no dia 29 de outubro de 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A gerente da pesquisa, Fernanda Vilhena, destacou o crescimento significativo da taxa de inovação na indústria, desde que a Pintec foi iniciada, em 2000. Naquele ano, a indústria apresentou taxa de inovação de 31,5%. Em 2003, o índice subiu para 33,3%, estabilizando-se em 2005 (33,4%), para atingir o pico na Pintec 2008. "A gente acha que esse aumento da taxa de inovação foi um dos principais resultados mostrados nessa pesquisa", destacou Fernanda.
O porte da empresa e o setor de atividade têm influência sobre a decisão de investimentos em inovação, revela a sondagem. Nesse tópico, as indústrias são o destaque, principalmente aquelas que têm mais empregados e maior conteúdo tecnológico. Segundo o IBGE, 71,9% das empresas industriais com mais de 500 funcionários foram inovadoras em produto ou processo, 26,9% lançaram produto inovador para o mercado interno e 18,1% implementaram algum processo inovador para o seu próprio setor no país.
De acordo com a classificação proposta pela
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), utilizada pela Pintec 2008, as atividades industriais que apresentaram as maiores taxas de inovação entre os anos de 2006 e 2008 são as relacionadas a automóveis, caminhões e ônibus (83,2%), produtos farmacêuticos e farmacoquímicos (63,7%), produtos eletrônicos e ópticos (63,5%), produtos químicos (58,1%), equipamentos de comunicação (54,6%), equipamentos de informática e periféricos (53,8%) e máquinas e equipamentos (51%).
Fernanda Vilhena disse que as taxas de inovação no setor de serviços selecionados – que engloba telecomunicações, edição e gravação de música e informática – são mais elevadas do que a média da indústria por serem setores em que o grau de conhecimento é alto. Nas empresas de serviços selecionados consideradas de grande porte, 67,2% foram inovadoras, 24,3% inovaram para o mercado doméstico e 22,5%, para o setor no país. As taxas de inovação atingiram 58,2% nas atividades de desenvolvimento e licenciamento de programas de computador, 46,6% em telecomunicações, 46,1% em outros serviços de tecnologia da informação (TI), 40,3% em edição e gravação de música. Esta última taxa é identificada também em tratamento de dados, hospedagem na internet e outras atividades relacionadas.
A Pintec 2008 revela que houve aumento do dispêndio das empresas nacionais em atividades de inovação, assim como a receita líquida das vendas das empresas também cresceu. "A gente usa o indicador de gasto sobre receita. Neste caso, a gente fala que houve estabilidade", salientou a pesquisadora. "Somando todos os setores, a gente tinha, em 2005, 3% do faturamento das empresas gastos em atividades inovativas. Em 2008, esse percentual foi para 2,9%. Então, houve estabilidade". Os gastos internos em pesquisa e desenvolvimento cresceram em relação à receita de 0,77%, em 2005, para 0,80%, em 2008.
A indústria investiu 2,5% do seu faturamento em atividades inovativas em 2008, enquanto as empresas de serviços selecionados gastaram 4,2% e as de pesquisa e desenvolvimento, 71,1%.
NÚMERO DE PESSOAS EM ATIVIDADES DE PESQUISA NAS EMPRESAS CAI PARA 73 MIL EM 2008
O pessoal ocupado em atividades internas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) nas empresas brasileiras caiu de 100,3 mil em 2005 para 73,3 mil em 2008, de acordo com a
Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec 2008), divulgada no dia 29 de outubro pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
A gerente da pesquisa, Fernanda Vilhena, avaliou que a queda no total de recursos humanos envolvidos com inovação no período investigado pode refletir uma mudança no padrão das atividades. Ela observou um aumento na atividade contínua de P&D e um pequeno recuo na atividade ocasional. "Aquelas empresas que já faziam [inovação] e tinham uma equipe fixa, continuamente fazendo, se mantiveram. Já as equipes cujos integrantes se dedicavam eventualmente a um projeto determinado, acabaram sendo alocadas em outras atividades no período investigado", disse à
Agência Brasil. "Então, talvez, daí venha a diferença", afirmou.
Do total de pessoas ocupadas em inovação, de acordo com a Pintec 2008, 48,1 mil estavam nas empresas industriais, 18,2 mil nas empresas de P&D e 7 mil nas companhias de serviços relacionados, que englobam telecomunicações, informática e edição e gravação de música.
A participação das pessoas ocupadas nas atividades de P&D com dedicação exclusiva em 2008 era de 76,3% na indústria, 70,7% em serviços selecionados e 94,3% nas empresas de P&D. Na Pintec anterior, os números atingiam 72,8% na indústria e 87,4% nas empresas de P&D. Em termos de qualificação, a pesquisa revela que pouco mais de 60% das pessoas envolvidas com inovação tinham nível de escolaridade superior em 2008, sendo que 47,8% eram graduadas e 14% tinham pós-graduação.
A Pintec confirma a existência de uma maior conscientização das empresas a respeito dos resultados positivos que podem ser gerados a partir da inovação. A internet liderou, com 68,8%, as fontes de informação para inovação entre as empresas brasileiras de 2006 a 2008. "Pela primeira vez, tanto as empresas industriais quanto as empresas de serviços marcaram que a internet foi a fonte mais utilizada para realizar inovação." Segundo a pesquisadora, isso mostra a importância que as redes têm tido para dinamizar a economia.
Houve aumento também na cooperação e no número de empresas que obtiveram algum tipo de apoio do governo, principalmente sob a forma de financiamento. A parcela das empresas inovadoras que utilizaram pelo menos um instrumento de apoio governamental para a realização da inovação aumentou de 18,8% no período 2003/2005 para 22,3% de 2006 a 2008. O financiamento para a compra de máquinas e equipamentos foi o principal instrumento utilizado pelas companhias industriais, somando 14,2%.
PARA MAIS INFORMAÇÕES
Acesse aqui a página do IBGE sobre a Printec 2008
FONTE
Agência Brasil
Alana Gandra - Repórter
Juliana Andrade e Lílian Beraldo - Edição
Links referenciados
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicowww.oecd.org
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticawww.ibge.gov.br
Pesquisa de Inovação Tecnológicawww.ibge.gov.br/home/presidencia/noticia
s/noticia_visualiza.php?id_noticia=1742&
id_pagina=1
Agência Brasilwww.agenciabrasil.gov.br
Acesse aquiwww.ibge.gov.br/home/presidencia/noticia
s/noticia_visualiza.php?id_noticia=1742&
id_pagina=1
Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS