

Epamig desenvolve pesquisas para utilização da macaúba para biodiesel: Produtor de Mirabela Arlindo do Amaral
Créditos: Osvaldo AfonsoPesquisa pioneira realizada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) estuda a cadeia produtiva da segunda maior planta produtora de óleo do mundo, a Macaúba. O estudo é desenvolvido por meio do projeto Emergência de arranjos produtivos de oleaginosas perenes, no Cerrado brasileiro: o caso da cadeia produtiva do biodiesel da macaúba no município de Montes Claros - MG, aprovado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e coordenado pelo pesquisador da Epamig José Carlos Fialho.
A pesquisa tem por objetivo estudar a rentabilidade econômica e a produção de óleo da planta, além de prospectar futuras pesquisas e desenvolvimento de produtos nas diferentes etapas do processo produtivo. "Identificaremos os problemas nas áreas de colheita e armazenamento e, em seguida, repassaremos as informações para toda a cadeia produtiva. É uma grande oportunidade para os produtores avaliarem o custo – benefício da atividade" explica o pesquisador. Ele salienta também que essa pesquisa visa, principalmente, a utilização de óleo para biodiesel. "Montes Claros tem uma usina de biodiesel e a demanda por óleo é muito grande", conclui.
Ele explica que existe pesquisa de identificação do maciço (principais áreas da macaubeira), mas da cadeia produtiva é o primeiro estudo. "Esse projeto dará também oportunidade para outros pesquisadores trabalharem com melhoramento, adubação e controle de pragas da planta", ressalta.
Para o extensionista da
Emater-DF, Marcelo Mencarini, também participante do projeto, já é possível identificar, através de estudos iniciais, que o agroextrativismo ainda não tem estrutura logística de colheita, recolhimento e agrupamento dos frutos. Por isso, segundo ele, é preciso que os estudos abranjam também a sustentabilidade dessa atividade, do ponto de vista ambiental. "É necessário buscar alternativas para o agroextrativismo, como produção de mudas", afirma.
O projeto teve início em fevereiro de 2009 com previsão para o relatório final em 2011. Segundo o pesquisador Fialho, já estão em elaboração projetos para continuidade do estudo da macaúba que serão enviados às fontes fomentadoras de pesquisa.
BENEFICIAMENTO DO ÓLEO


Epamig desenvolve pesquisas para utilização da macaúba para biodiesel: Associação de produtores no Norte de Minas extrai óleo do coco macaúba para produção de sabão e cosméticos
Créditos: Osvaldo AfonsoNo Norte de Minas, a exploração em sistema extrativista acontece em pequena escala. Na comunidade do Riachão, na Zona Rural de Montes Claros, a Associação Comunitária dos Pequenos Produtores Rurais de Riacho Dantas e Adjacências, através da Unidade de Beneficiamento de Coco Macaúba (UBCM), extraem óleo de planta nativa. Criada com recursos do Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR), a UBCM conta com a participação de 42 produtores associados dos municípios de Montes Claros, Mirabela, Brasília de Minas e Coração de Jesus.
Segundo o presidente da Associação, Agnaldo Fonseca, são cerca de 200 famílias envolvidas na extração do óleo destinado a fabricação de sabão (devido à baixa qualidade do fruto catado do chão), e para cosméticos, feito com os frutos de melhor qualidade. Agnaldo disse que os produtores ainda não conseguem produzir óleo em grande escala e, portanto, não há como atender com regularidade a grande demanda da Petrobras. "Alguns produtores têm investido em produção de mudas, na tentativa de aumentar a oferta", informa.
Na safra de 2009, o produtor rural de Mirabela, Arlindo do Amaral vendeu 316 caixas (20 kg), de coco macaúba, colhido em sua propriedade a R$ 5 cada. Ele aponta a colheita como um dos problemas da atividade. "Se houvesse uma forma melhor de colher, dava mais renda para o para o catador do coco, produtor rural e para o beneficiador do óleo", opina.
O produtor disse que será preciso incentivo do governo para conseguir atender a usina de biodiesel da Petrobras. Ele também vê como necessária a produção de mudas em sua propriedade.
PRODUÇÃO DE MUDAS


Epamig desenvolve pesquisas para utilização da macaúba para biodiesel: Mudas obtidas por germinação de sementes
Créditos: Maria Eugênia LiseiNa
Epamig Triângulo e Alto Paranaíba, é desenvolvida pesquisa de produção de mudas de macaúba, coordenada por Maria Eugênia Lisei. Ela explica que os produtores já podem ter acesso a essas tecnologias geradas. "Estão disponíveis tecnologia, economicamente viável, de propagação por semente. O método é acessível ao produtor", ressalta.
A pesquisadora afirma que dentre as principais limitações para o estudo do potencial da macaúba, pode-se citar a falta de conhecimento de matrizes produtivas e adequadas ao cultivo comercial, além da dificuldade para a propagação natural da planta. "Para produção de muda em larga escala, há necessidade de metodologia eficiente de multiplicação clonal que seja economicamente viável e, nesse sentido a propagação por semente é uma boa alternativa" explica.
Através de materiais coletados pela
Epamig,
Universidade Federal de Viçosa (UFV) e
Embrapa está sendo criado um banco de germoplasma da macaúba. Os pesquisadores utilizarão a biologia molecular para identificar a diversidade dos materiais genéticos encontrados.
FONTE
Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais
Assessoria de Comunicação da Epamig
Telefones: (31) 3489-5022 ou (31) 3489-5023
Links referenciados
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológicowww.cnpq.br
Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Geraiswww.epamig.br
Ministério do Desenvolvimento Agráriowww.mda.gov.br
Assessoria de Comunicação da Epamigcomunicacao@epamig.br
Epamig Triângulo e Alto Paranaíbawww.epamig.br/index.php?option=com_conte
nt&task=view&id=44&Itemid=169
Universidade Federal de Viçosawww.ufv.br
José Carlos Fialhobuscatextual.cnpq.br/buscatextual/visual
izacv.jsp?id=K4707830Z4
Emater-DFwww.emater.df.gov.br
Embrapawww.embrapa.br
Epamigwww.epamig.br
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