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Novo embaixador dos EUA é especialista na realidade brasileira

noticias :: Por Editor em 05/02/2010 :: imprimir   pdf   enviar   celular


Novo embaixador dos EUA é especialista na realidade brasileira: O novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas A. Shannon Jr.
Créditos: Arquivo ABr
O novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas A. Shannon Jr., conhece profundamente a história, política, economia e sociedade brasileiras. Por três anos (1989 a 1992), ele trabalhou na Embaixada no Brasil, mas sua história é marcada por longa trajetória em missões consideradas desafiadoras pelos diplomatas. Shannon serviu em embaixadas norte-americanas na África do Sul e Venezuela em momentos delicados das relações bilaterais desses países com os Estados Unidos.



Antes de ser designado embaixador no Brasil, Shannon ocupava o cargo de secretário adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental no Departamento de Estado americano. Já foi assistente especial do presidente e diretor sênior para Assuntos do Hemisfério Ocidental no Conselho de Segurança Nacional.

Como diplomata, Shannon tem preferência por temas da América Latina. Ele foi diretor de Assuntos Andinos e também atuou como representante permanente na Organização dos Estados Americanos (OEA).

Segundo diplomatas brasileiros, Shannon é o melhor nome entre os especialistas em política e economia externa dos Estados Unidos. Além de conhecer em detalhes a realidade brasileira, ele está acostumado a lidar com situações de crise.

De 1992 a 1996, o novo embaixador atuou como adido dos Estados Unidos no consulado em Joanesburgo (África do Sul) - exatamente no período das negociações pelo fim do apartheid (regime de segregação racial).

Em seguida, Shannon foi designado político na embaixada norte-americana em Caracas (Venezuela), no período de 1996 a 1999. Na prática, ele atuou como representante dos Estados Unidos na primeira etapa do governo do presidente Hugo Chávez, um dos críticos mais duros do neoliberalismo, da globalização e da política norte-americana.

Ao chegar a Brasília no último dia 8, Shannon foi simpático com a imprensa. Ele afirmou que vai se esforçar para aprofundar as relações com o governo brasileiro e elaborar uma agenda comum Brasil-Estados Unidos para o século 21.

"É um grande prazer estar de volta aqui no Brasil. É um país muito importante para nós. Vamos começar a trabalhar hoje [dia 8 de janeiro], aprofundando a parceria para o século 21", disse.

Por quase oito meses, o Senado norte-americano protelou a aprovação do nome de Shannon por falta de consenso entre republicanos e democratas. Os vetos ao seu nome - retirados posteriormente – foram dos senadores republicanos Jim DeMint e George LeMieux.

Tanto DeMint quanto LeMieux discordavam das posições assumidas por Shannon na condução das negociações dos Estados Unidos para buscar um acordo pelo fim da crise política em Honduras. Os norte-americanos foram responsáveis pela intermediação de um acordo para que o presidente deposto hondurenho, Manuel Zelaya, retornasse ao poder.

CREDENCIAIS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avançou na condução da política externa ao receber, ontem (4/2), as credenciais do novo embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon. A escolha de Shannon para o cargo, segundo diplomatas brasileiros, indica a deferência do presidente norte-americano, Barack Obama, em relação ao Brasil - pois o embaixador é considerado o melhor nome da diplomacia dos Estados Unidos.

Ao receber as credenciais de Shannon, Lula iniciou nova etapa nas relações com o governo norte-americano. Por meio de interlocutores do Brasil e dos Estados Unidos, o presidente Obama articula sua visita ao país até meados do segundo semestre. O objetivo é ampliar as relações dos norte-americanos na América Latina a partir do contato com o presidente brasileiro.

ETANOL E SUCO DE LARANJA

Na visita ao Brasil, Obama e Lula devem assinar um acordo de cooperação comercial que vai englobar temas polêmicos, como etanol e suco de laranja. Não irá acabar com as tarifas e barreiras comerciais, mas servirá como instrumento de facilitação de negociações bilaterais. Antes, Hillary virá a Brasília.

As visitas de Obama e Hillary foram alinhavadas por diplomatas norte-americanos e brasileiros. Obama aguardava apenas a oficialização de Shannon para confirmar a visita a Brasília. Na solenidade de confirmação de Shannon no cargo, em Washington, Hillary destacou o papel do Brasil.

Segundo a secretária de Estado, o presidente Lula exerce um papel de liderança regional na América Latina. Hillary ressaltou que o governo Lula participa das principais negociações internacionais, sem esquivar-se de tema algum. Para ela, os principais destaques da atuação brasileira se devem às discussões sobre clima e energia.

FONTE

Agência Brasil
Renata Giraldi - Repórter
Graça Adjuto - Edição

Links referenciados

Organização dos Estados Americanos
www.oas.org/main/portuguese

Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

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