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Obama deve vir ao Brasil para assinar acordo de cooperação comercial

noticias :: Por Editor em 03/02/2010 :: imprimir   pdf   enviar   celular


Obama deve vir ao Brasil para assinar acordo de cooperação comercial : O novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, é motivo de comemoração,por ser um dos melhores representantes da diplomacia norte-americana
Créditos: Wilson Dias/ABr
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deverá vir ao Brasil até meados do segundo semestre deste ano. A ideia é ampliar as relações dos Estados Unidos com a América Latina, a partir do contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, deve ser assinado um acordo de cooperação comercial entre norte-americanos e brasileiros. O acordo deve incluir temas controvertidos como etanol e suco de laranja.



Antes da visita de Obama, a secretária de Estado, Hillary Clinton, virá a Brasília ainda neste semestre. O objetivo é definir os termos do acordo de cooperação que deve se basear na consolidação de um mecanismo de consulta para promover o comércio e investimentos. O documento não irá acabar com as tarifas nem as barreiras comerciais, mas servirá como instrumento de facilitação de negociações bilaterais.

As visitas de Obama e Hillary foram alinhavadas entre diplomatas norte-americanos e brasileiros. Obama aguardava apenas oficializar o nome do novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, para confirmar a visita a Brasília. No próximo dia 4, Shannon entrega as credenciais a Lula.

No último dia 1º o governo Obama fez uma cerimônia de confirmação de Shannon no cargo, no prédio do Departamento de Estado, em Washington (Estados Unidos). A solenidade reuniu cerca de 300 pessoas – entre parlamentares, representantes do governo e diplomatas. No discurso, Hillary destacou o papel do Brasil. Segundo a secretaria de Estado, o presidente Lula exerce um papel de liderança regional na América Latina.

Hillary ressaltou que o governo Lula participa das principais negociações internacionais, sem esquivar-se de tema algum. Para ela, os principais destaques da atuação brasileira se devem às discussões sobre clima e energia.

NOVO EMBAIXADOR

O novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, afirmou que se esforçará para aprofundar as relações com o governo brasileiro e elaborar uma agenda comum Brasil-Estados Unidos para o Século 21.

"É um grande prazer estar de volta aqui no Brasil. É um país muito importante para nós. Vamos começar a trabalhar), aprofundando a parceria para o Século 21", disse o embaixador norte-americano.

Por quase oito meses, o Senado norte-americano protelou a aprovação do nome de Shannon por falta de consenso entre republicanos e democratas.

Shannon foi indicado pelo presidente Barack Obama ainda quando ocupava a Subsecretaria do Departamento de Estado para as Américas. A indicação ocorreu em maio do ano passado, mas só em 24 de dezembro de 2009 houve a aprovação.

Para o governo brasileiro, a escolha de seu nome para comandar a Embaixada dos Estados Unidos é motivo de comemoração, já que Shannon é um dos melhores representantes da diplomacia norte-americana.

Com uma extensa carreira diplomática, Shannon foi assistente da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Ele passou também pelas embaixadas da Venezuela – país que mantém uma tensa relação com os Estados Unidos – e África do Sul – exatamente no período das negociações pelo fim do apartheid (regime de segregação racial).

Até novembro de 2009, Shannon ocupava o cargo de subsecretário do Departamento de Estado para as Américas. A controvérsia em torno de sua indicação foi causada pelas divergências da política interna norte-americana. Os vetos ao seu nome - que foram retirados posteriormente – foram dos senadores republicanos Jim DeMint e George LeMieux.

Tanto DeMint quanto LeMieux discordavam das posições assumidas por Shannon na condução das negociações dos Estados Unidos para buscar um acordo pelo fim da crise política em Honduras. Os norte-americanos foram responsáveis pela intermediação de um acordo para que o presidente deposto hondurenha, Manuel Zelaya, retornasse ao poder. O acordo não foi efetivado.

FONTE

Agência Brasil
Renata Giraldi - Repórter
Enio Vieira - Edição

Links referenciados

Embaixada dos Estados Unidos
www.embaixada-americana.org.br

Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

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