As exportações brasileiras tiveram, em janeiro de 2010, um desempenho 21,3% maior do que o registrado no mesmo período de 2009, e somaram US$ 11,305 bilhões, resultando em uma a média diária de US$ 565,3 milhões. Em janeiro de 2009 a média diária foi de US$ 465,8 milhões.
As importações cresceram 16,8%, na comparação com janeiro de 2009. Segundo o
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), as compras externa somaram de US$ 11,471 bilhões, o que significa uma média diária de US$ 573,6 milhões, contra os US$ 491 milhões registrados em janeiro do ano passado.
Com isso, o saldo comercial, que é a diferença entre as exportações e as importações, ficou deficitário em US$ 166 milhões (média diária de menos US$ 8,3 milhões). Em janeiro de 2009 o déficit foi de US$ 529 milhões. Apesar do déficit da balança comercial, o saldo foi 67,1% melhor que o verificado no mesmo mês do ano passado, que teve uma média diária negativa em US$ 25,2 milhões.
A corrente de comércio – soma das duas operações – chegou a US$ 22,776 bilhões, resultando em uma movimentação média diária de US$ 1,138 bilhão. Esse valor é 19% maior que o registrado em janeiro do ano passado (US$ 956,8 milhões).
No entanto a balança comercial registrou superávit, levando-se em consideração apenas a quinta semana de janeiro (entre os dias 25 e 31), e registrou saldo positivo de US$ 730 milhões, com média diária de US$ 146 milhões – US$ 3,254 bilhões em exportações, com média diária de US$ 650,8 milhões; e US$ 2,524 bilhões em importações, com média diária de US$ 504,8 milhões.
ANALISTAS ELEVAM PROJEÇÃO DE CRESCIMENTO
O mercado financeiro elevou a projeção de crescimento da economia de 5,30% para 5,35%, com crescimento da produção industrial em 8,30%, mas a estimativa de inflação dos analistas e investidores continua em ascensão.
Segundo o
boletim Focus, publicação semanal do
Banco Central (BC), baseada em pesquisa realizada com uma centena de analistas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a infalação oficial do país, pode chegar a 4,62%. Na semana passada, a projeção era de 4,60%.
Foram elevadas também as estimativas para a inflação medida pelo IGP-DI e pelo IGP-M, em 4,60% e 4,80% respectivamente. O IPC-Fipe, que mede a inflação em São Paulo, foi mantido em 4,50%.
A projeção para o valor do dólar passou de R$ 1,75 para R$ 1,76, no final do ano. A taxa básica de juros seria mantida em 11,25%. A dívida líquida do setor público cairia de 42,30% para 42,00% em relação ao
Produto Interno Bruto (PIB).
O déficit em conta corrente, um dos principais indicadores das contas externas, aumentaria de US$ 47,50 bilhões para US$ 49,30 bilhões, com o superávit (saldo positivo) da balança comercial fechando o ano em US$ 10 bilhões e os investimentos estrangeiros diretos (recursos que vão direto para o setor produtivo e geram empregos) em US$ 38 bilhões.
De acordo com o
boletim Focus, foram mantidas as estimativas para os preços administrados, com crescimento de 3,5% em 2010.
FONTE
Agência Brasil
Pedro Peduzzi e Daniel Lima - Repórter
Tereza Barbosa - Edição
Links referenciados
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exteriorwww.mdic.gov.br
Produto Interno Brutopt.wikipedia.org/wiki/Produto_interno_br
uto
Agência Brasilwww.agenciabrasil.gov.br
Banco Centralwww.bcb.gov.br
boletim Focus/www4.bcb.gov.br/?FOCUSRELMERC
Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS