Agrosoft Brasil

Agrosoft Brazil: International Edition in EnglishAGROSOFT BRAZIL: International Edition in English  

Jornal Agrosoft: Receba GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Produtores afirmam que alta do açúcar não coloca em risco produção de etanol

noticias :: Por Editor em 02/02/2010 :: imprimir   pdf   enviar   celular


Produtores afirmam que alta do açúcar não coloca em risco produção de etanol: Antônio de Pádua Rodrigues, da Unica
Créditos: Divulgação
Apesar de 2009 ter sido um péssimo ano para os produtores de etanol, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) está otimista para 2010. "Não há risco de a produção de etanol ser prejudicada pela alta do açúcar no exterior", garante o diretor técnico da entidade, Antonio de Padua Rodrigues. Segundo ele, o retorno do crédito no mercado e as mudanças que estão sendo implementadas no processo de comercialização do etanol resultarão em boas oportunidades de negócios para os produtores.



O setor tinha a expectativa de esmagar 580 milhões de toneladas de cana em 2009, mas acabou esmagando apenas 530 milhões. O problema foi ainda maior porque a cana precisa do estresse hídrico causado pela seca para ter mais concentração de sacarose. Com o excesso de chuvas, os produtores amargaram uma queda de 10 quilos de sacarose por tonelada de cana.

"O ano passado foi trágico e apresentou situações muito negativas para o nosso setor. A crise financeira resultou na falta de crédito, e as empresas acabaram ficando sem espaço para novos financiamentos em um momento de carência por capital de giro", explicou Padua à Agência Brasil.

"O capital de giro só foi obtido com a venda do nosso produto e, com isso, o preço baixou muito entre abril e setembro", acrescentou. "Depois, com a safra não se desenvolvendo por causa da maior incidência de chuva dos últimos 30 anos, a oferta baixou no momento em que a demanda era crescente. Resultado: os preços explodiram a partir de novembro."

Segundo a Unica, o aumento foi de 110%, na comparação entre abril de 2009 e janeiro de 2010. "Saímos do quarto menor preço da última década para um período de intensa alta. E se tem algo que desestimula a expansão de investimentos no setor é justamente essa volatilidade, porque preço muito baixo faz a atividade deixar de ser lucrativa. Preço muito alto afasta o mercado consumidor."

Padua, no entanto, espera resultados positivos neste ano. "Teremos crescimento da oferta e preços altamente remuneradores. O que não foi realizado em 2009 será realizado em 2010, tanto para a exportação de açúcar como para o mercado interno de etanol, com a expectativa de recorde nas vendas de veículos flex pela indústria automobilística."

Ele não vê risco de a alta do açúcar no exterior, por causa da quebra de safra da cana na Índia, desestimular a produção de etanol para o mercado interno. "Não é porque o açúcar vive um momento de boom, que o produtor vai se arriscar a perder o mercado interno. A crise deixou muito claro esse risco. Portanto, 57% da cana plantada continuará a ter como destino a produção de etanol."

Quanto ao mercado interno, Padua aponta a normatização do processo de comercialização de etanol como algo positivo para o setor em 2010. "A venda de etanol será facilitada com a abertura do mercado para empresas de comercialização do produto, que farão a ponte com os distribuidores".

Segundo ele, já há "quatro ou cinco empresas preparadas" para atuar, "mas muitas estão estudando o mercado". Padua acredita que até final de 2010 cerca de 10 empresas estarão funcionando.

"Isso será ótimo para o setor, porque teremos mais compradores. Se eles atuarem de forma especulativa, terão a concorrência das distribuidoras e do limite de preço imposto pela gasolina", argumenta. Padua explica que tanto a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicaram portarias determinando que 50% dessas empresas estejam nas mãos dos produtores.

Padua elogiou também a criação de contratos de futuro, via Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F), que permitirão às empresas fazer média de preços para as mercadorias.

FONTE

Agência Brasil
Pedro Peduzzi - Repórter
Nádia Franco - Edição

Links referenciados

Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
www.anp.gov.br

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
www.agricultura.gov.br

União da Indústria de Cana-de-Açúcar
www.unica.com.br

Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros
www.bovespa.com.br

Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

www.agrosoft.org.br     © 2009 Agrosoft Brasil         Fale Conosco        Serviços