Cerca de 200 produtores rurais de 17 municípios do Sudoeste Paulista saíram na frente na certificação dos produtos orgânicos (entre frutas, legumes e verduras), e estão prontos para atender à Instrução Normativa 19/2009 que estabelece os mecanismos de controle e informação de qualidade orgânica na produção, transporte e comercialização dos produtos.
A certificação das áreas produtoras é fruto do trabalho desenvolvido pelo
Sebrae-SP, dentro do Projeto de Agro–Cadeia da Olericultura ER Sudoeste Paulista, em conjunto com a Federação dos Agricultores Orgânicos do Sudoeste Paulista (Faosp) e a
Cooperorgânica, para a capacitação dos agricultores e melhoria no manejo do cultivo.
De acordo com o gestor do projeto de Agronegócios do
Sebrae-SP no Sudoeste Paulista, Murilo Rodrigues, 30 áreas de plantio, envolvendo cerca de 50 produtores estão certificadas pelo
Instituto Biodinâmico (IBD) e outras 134 áreas estão na fase final de certificação pela Instituto Mercado Ecológico (IMO), e já estão recebendo o selo. A certificação está sendo realizada de forma coletiva para diminuir o custo, sob a coordenação da Faosp, em parceria com a
Cooperorgânica.
Prevista para vigorar a partir de 28 de dezembro passado, a obrigatoriedade de certificação de produtos orgânicos em todo o País foi adiada por um ano, a pedido dos produtores e de entidades que pretendem se credenciar como certificadoras. Apesar disso, os produtores do Sudoeste já podem comercializar seus produtos com o selo de qualidade.
Entre as ações do
Sebrae-SP que propiciaram a obtenção do selo estão diversas capacitações junto aos agricultores, principalmente quanto ao planejamento de produção e inclusão de tecnologia na melhoria do processo produtivo orgânico. "Estamos auxiliando no cooperativismo, na gestão da propriedade rural e na organização dos mecanismos de comercialização", explica Murilo.
De acordo com o gerente do
Sebrae-SP no Sudoeste Paulista, Marcos Manaf, a certificação dos produtos, além de atestar a qualidade do orgânico ao consumidor e do correto manejo de produção, sem agrotóxicos, abre caminho para a conquista de novos mercados e o fortalecimento das pequenas propriedades rurais.
CONTROLE E PLANEJAMENTO
A obtenção do selo de produto orgânico certificado segue uma série de exigências que vão desde o planejamento até o controle de insumos e cumprimento das leis ambientais. De acordo com o engenheiro Antonio Neves Pereira, da Faosp/Cooperorgânica que acompanha o trabalho de certificação, o produtor tem ainda que comprovar as práticas de cultivo orgânico. "O Sebrae é nosso grande parceiro na gestão de planejamento desses produtores, acompanhados por profissionais que ajudam no desenvolvimento desses produtores", afirma.
O engenheiro explica que a certificação é mais complexa ainda. "Não basta dizer que o produto é orgânico, tem que comprovar, e só comprova que o produto é orgânico com rastreabilidade, anotações, tomando nota de tudo o que se faz dentro da propriedade, guardando notas fiscais, atividades realizadas, insumos aplicados, anotações de plantios, quando plantou, quando vai colher e compromisso com a qualidade", explica o engenheiro.
No ano passado foram certificadas pelo IBD 30 áreas do Sudoeste Paulista, totalizando 48 produtores dos municípios de Apiaí, Barão de Antonina, Capão Bonito, Itaberá, Itapeva, Taquarivai e Ribeira. Pelo IMO foram 134 áreas, chegando a mais de 150 produtores de outros dez municípios - Angatuba, Buri, Bom Sucesso de Itararé, Barão de Antonina, Barra do Chapéu, Guapiara, Itapeva, Itaberá, Itaporanga e Nova Campina.
"Estamos otimistas com essa nova lei, podemos dizer que vamos começar certo, estamos no caminho certo, até as certificadoras estão se capacitando para serem aprovadas pelo governo federal e se adequarem às normas. A nossa região é pioneira no trabalho de certificação orgânica, é um dos maiores grupos independentes certificados com acesso a vários mercados no Estado de São Paulo", afirma o representante da
Cooperorgânica.
As vantagens, segundo ele, vão além da certificação. "Os benefícios já são visíveis, na valorização do homem do campo, da agricultura familiar, os cuidados com a saúde e o meio ambiente, evitando contaminação por agrotóxicos, preservando as nascentes de águas e seus mananciais e, principalmente, a valorização dos produtos em até 40% a mais que o convencional". Para Marcos Manaf, a certificação agrega valor ao produto. "A certificação é um diferencial importante para a competitividade de mercado e possibilita ao pequeno produtor fazer o seu preço", avalia.
FONTE
Sebrae em São Paulo
Links referenciados
Instituto Biodinâmicowww.ibd.com.br
Sebrae em São Paulowww.sebraesp.com.br
Cooperorgânicawww.cooperorganica.com.br
Sebrae-SPwww.sebraesp.com.br
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