

Chuvas abundantes favorecem doenças da soja e dificulta colheita: Mapa, disponível na internet, mostra a previsão de risco da ferrugem na região Centro-Oeste.
Créditos: Consórcio AntiferrugemAs chuvas abundantes neste verão são uma preocupação, porque favorecem o aparecimento de doenças na soja, dificultam o seu manejo e também podem ser um problema no momento da colheita, avalia o coordenador da área de grãos da Emater-PR, Nelson Harger.
Segundo Harger, a previsão de chuvas para fevereiro e março acima das médias anteriores, deverá trazer dificuldades à colheita da soja, principalmente no Centro e Sul do País, onde o fenômeno
El Niño está associado a chuvas freqüentes e bem distribuídas. "O produtor precisa avaliar bem a situação no momento da colheita, porque em alguns casos, será menos prejudicial colher o grão com umidade, do que deixá-lo na lavoura", alerta Harger.
Os registros do
Consórcio Antiferrugem mostram uma média de 30 dias de antecipação no aparecimento da ferrugem asiática da soja, quando comparada à safra atual à anterior. O fato está associado ao maior volume relativo de precipitação no início da safra. A incidência é generalizada nos estados de Goiás, do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e do Paraná.
"No entanto, na maioria dos locais os níveis de severidade estão mantidos sob controle, o que diminui o risco de perdas, mas já há relato de lavouras com alta severidade, o que pode gerar um aumento no número de aplicações comparado às duas últimas safras", avalia o pesquisador Rafael Soares, da
Embrapa Soja.
No entanto, na maioria dos locais, perdas pela ferrugem ainda poderão ser observadas devido a atrasos nas aplicações, que podem ocorrer em função das precipitações freqüentes, e também nas lavouras semeadas mais tardiamente. A orientação, neste caso, recai sobre o monitoramento intenso para se evitar o atraso no controle. "Os intervalos para as reaplicações devem ser avaliados para cada situação, principalmente nas regiões com previsões de alto risco climático e com maior pressão de ferrugem proveniente dos focos detectados nas primeiras semeaduras", explica Soares.
MAPAS DE RISCOS
A partir de janeiro de 2010, o
Consórcio Antiferrugem, por intermédio do laboratório credenciado da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), passou a elaborar boletins periódicos de risco da ferrugem para o Brasil. Os mapas divulgados representam condições climáticas favoráveis à ocorrência de epidemias, em determinados períodos de tempo.
Clique aqui para acessar as edições dos boletins já publicados.
""Eles devem ser usados como mais uma ferramenta de manejo e interpretados levando-se em conta a situação local e outros fatores como a presença de inóculo na região", avalia a pesquisadora Cláudia Godoy, da
Embrapa Soja. "Os mapas de prognóstico podem indicar a continuidade ou não de condições de risco, portanto, bastante úteis na decisão de aplicações e reaplicações de fungicidas".
FONTE
Embrapa Soja
Lebna Landgraf - Jornalista
Telefone: (43) 3371-6061
Links referenciados
Universidade Federal do Rio Grande do Sulwww.ufrgs.br
Consórcio Antiferrugemwww.consorcioantiferrugem.net
Lebna Landgraflebna@cnpso.embrapa.br
Embrapa Sojawww.cnpso.embrapa.br
Clique aquiwww.consorcioantiferrugem.net/index.php?
Sobre_o_Cons%F3rcio:Informativo_de_risco
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Emater-PRwww.emater.pr.gov.br
El Niñowww.cptec.inpe.br/enos/Oque_el-nino.shtm
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Embrapawww.embrapa.br
Jornal Agrosoft
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