Agrosoft Brasil

Agrosoft Brazil: International Edition in EnglishAGROSOFT BRAZIL: International Edition in English  

Jornal Agrosoft: Receba GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Gliricídia traz mais qualidade para o pasto

artigos :: Por Ivan em 21/12/2009 :: imprimir   pdf   enviar   celular

Produzir unindo lavoura, pecuária e floresta é bom para o bolso do produtor e a natureza agradece. A leguminosa gliricídia permite isso e traz muitas outras vantagens para o criador de gado.



A leguminosa Gliricídia, originária da América Central, apresenta muitas vantagens para o criador de gado. Pesquisas realizadas na Embrapa Tabuleiros Costeiros constataram que ela fixa o nitrogênio do solo, possui folhas com alto teor de proteína, tem boa aceitabilidade como alimento para o gado; seja consorciada com a pastagem, como feno e silagem, além de servir de estaca para cerca. Sendo plantada em um sistema integrado denominado Lavoura/Pecuária/Floresta significa mais verde e fauna para o pasto. É próprio para o produtor consciente que desejar aumentar o lucro e se preocupa com o meio ambiente.

A capacidade da Gliricídia em fixar o nitrogênio do solo ajuda a reduzir os pesados custos com a uréia na adubação do capim e também, da lavoura, visto que ela pode ser plantada consorciada com o feijão ou milho, por exemplo.

Essa leguminosa é muito prática. Ela se reproduz através de semente ou de estacas. Basta uma estaca em uma cova e forma-se uma nova planta e, sem demora, está cheia de folhas comestíveis para o gado. Daí, atribuí-se a planta mais uma vantagem. Ela serve também de cerca viva que significa economia na custosa estrutura de contenção do gado no pasto. Somando a isso, ela fornece sombra para os animais, diminuindo o estresse.

Um ponto importante nessa leguminosa é a quantidade proteínas nas suas folhas, em torno de 25% . É muito mais proteína que o capim, que gira em torno de 10%. É importante ressaltar que alimentar o gado somente com Gliricídia não é aconselhável, pois pode levar o animal a ter problemas, como o Timpanismo.

Foram pesquisadas várias formas de cultivo de gliricídia. Uma delas é o de alamedas, junto com o pasto e o milho ou feijão, por exemplo. O produtor vai economizar em fertilizante, pois a Gliricídia nitrogena o solo economizando na quantidade aplicada de uréia no plantio consorciado. No sistema de Alamedas, o ideal é o espaçamento de quatro por dois metros, onde o gado pode passar com facilidade.

O produtor pode optar pelo plantio adensado, se quiser alimentar os animais com Gliricídia como forragem, feno e silagem ou até usar suas folhas e ramos como adubo verde. Nesse caso, não é possível o pastejo, pois não há espaço para o gado transitar. Mas é muito produtivo pois é possível corte a cada 70 dias na estação chuvosa e a cada 120 dias, na estação seca. Um hectare pode produzir em torno de 20 toneladas de folhas comestíveis para o gado, em cada corte. Como podem haver quatro cortes por ano, são oitenta toneladas anuais por hectare.

O produtor ainda pode cultivar a Gliricídia, para produção de forragem, adensada dentro de coqueirais, melhorando também, a matéria orgânica do solo e fornecendo nitrogênio para os coqueiros.

Uma outra forma aconselhável no plantio da Gliricídia é a formação do banco de proteína. O produtor pode plantar a leguminosa com densidade menor onde os animais são colocados para comer as folhas da Gliricídia uma hora pela manhã e outra hora pela tarde e no tempo restante, o gado come outro tipo de pasto. Esse processo é recomendado para vacas de leite onde o manejo dos animais é mais constante.

Além de todas essas vantagens, a Gliricídia tem o aspecto ecológico cuja importância cresce muito. Utilizando-a com o sistema Pecuária/Lavoura/Floresta diminui-se o uso de fertilizante químico, aumenta a matéria orgânica do solo, melhora a reciclagem de nutrientes nas áreas profundas do solo e aumenta a diversidade da fauna havendo mais abelhas, insetos polinizadores, abrigando nos seus galhos pássaros e ninhos. O pasto é mais verde, o solo é mais úmido.

AUTORIA

José Henrique de Albuquerque Rangel
Pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros

Links referenciados

Embrapa Tabuleiros Costeiros
www.cpatc.embrapa.br

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

www.agrosoft.org.br     © 2009 Agrosoft Brasil         Fale Conosco        Serviços