No mundo moderno e globalizado, quem investe numa organização está, sem sombra de dúvidas, adquirindo capital intelectual e não, somente, capital físico. O interesse da compra está agora focado num conjunto de talentos, habilidades, capacidades e idéias: ou seja – Capital Intelectual.
A rigor o Capital Intelectual pode ser encontrado em três fontes: pessoas; estruturas; e clientes. Assim temos, concomitantemente, o Capital Humano, o Capital estrutural e o Capital do Cliente. Distinguir as nuances encontradas no Capital Humano e Capital Estrutural é função de suma importância pra a gestão do conhecimento.
A renovação e o desenvolvimento têm como fonte o Capital Humano. Abrigar indivíduos inteligentes na organização não garante o status de organização inteligente. Uma empresa para ter sucesso no mercado globalizado e aproveitar todo o manancial de diversidade social e as grandes diferenças individuais, precisa, a todo o momento, moldar e padronizar seu conhecimento.
As organizações modernas precisam compartilhar e transmitir conhecimentos, mas para que isso aconteça elas precisarão implementar ativos intelectuais estruturados, tias como: sistema de informação, laboratórios, inteligência competitiva e de mercado, conhecimento dos canais de mercado e foco gerencial que transforme o Know-how individual em propriedade de um grupo. Assim sendo, o Capital Intelectual é a capacidade organizacional que uma organização possui de suprir as exigências de mercado.
Se uma organização quiser implementar suas atividades em um praça distante de sua matriz precisará identificar técnicas e tecnologias que possam se transportadas para qualquer outro lugar. Ela precisará de um
protótipo, ou seja, um conjunto de aplicativos, manuais e outras formas de know-how estruturado que pode ser facilmente adaptado de modo a levar em consideração as leis locais e trabalhar com qualquer linha de produtos financeiros.
O Capital Intelectual se transforma em dinheiro nos relacionamentos com os clientes. A marca também é uma forma de Capital do Cliente. A mesma dever ser avaliada de forma estruturada e obedecer a uma metodologia específica.
Existe a necessidade de se calcular quanto os clientes mais importantes estão dispostos a pagar por um produto de marca ao se contrapor a um genérico. O conhecimento compartilhado é a forma máxima do Capital do Cliente.
O Capital Intelectual é criado a partir do intercâmbio das partes distintas do capital humano, estrutural e do cliente.
O estímulo ao desenvolvimento e a renovação exigem uma nova teoria da caiação do conhecimento organizacional, onde distinguir conhecimento tácito do explícito se afigura de grande relevância. O conhecimento é criado a partir da mobilização e conversão do conhecimento tácito. A interação entre os dois conhecimentos dá origem ao conhecimento criado.
O conhecimento pode ser criado de quatro modos: socialização; externalização; combinação; e internalização. Assim temos o
motor do processo de criação do conhecimento como um todo. É dessa forma que o conhecimento individual é articulado e ampliado na organização.
AUTORIA
José Carlos Caires
Técnico de nível superior II
Embrapa Tabuleiros Costeiros
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
NONAKA, I.; TAKEUCHI, H.
Criação de conhecimento na empresa. 5. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
Analista da
Embrapa Tabuleiros Costeiros e Especialista em Gestão de Pessoas (FITs).
Links referenciados
Embrapa Tabuleiros Costeiroswww.cpatc.embrapa.br
Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS