

Ahmadinejad desembarca no Brasil com 300 empresários iranianos: O Irã está situado na Ásia
Créditos: WikipédiaO presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, desembarca neste fim de semana em Brasília acompanhado por uma comitiva de 300 pessoas, na sua maioria empresários. A visita vai durar pouco mais de 24 horas, mas Ahmadinejad quer retornar a Teerã depois de firmar 23 acordos bilaterais envolvendo negócios - de energia e petroquímicos até alimentos e medicamentos – e com a sinalização de que a imagem negativa que representa no cenário internacional pode ser revista.
Para as autoridades iranianas, a visita de Ahmadinejad ao Brasil representa a possibilidade de reduzir as resistências à figura do presidente. Há dois anos a visita é negociada, a ideia era tê-la realizado em maio, mas Ahmadinejad alegou que estava em período eleitoral. Porém, há suspeitas de que o adiamento foi definido pelas várias críticas ocorridas no Brasil à presença do iraniano.
No próximo dia 23 as agendas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus ministros da área econômica serão dedicadas a Ahmadinejad e comitiva. Empresários brasileiros, liderados pela
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), virão a Brasília para reuniões com os iranianos.
Reeleito em junho com cerca de 63% dos votos contra 34% do principal candidato da oposição, Mir Hossein Mousavi, Ahmadinejad pretende nesta viagem mostrar que superou as restrições internas e que busca acordos internacionais que melhorem a qualidade de vida no
Irã – uma vez que o país sofre com o embargo imposto pelos norte-americanos.
Ao desembarcar em Brasília em dois aviões, Ahmadinejad quer deixar para trás as imagens que ganharam a imprensa estrangeira mostrando protestos da oposição por suspeita de fraude nas eleições. Os protestos foram enfrentados com violência pela polícia e a milícia Basij - ligada à Guarda Revolucionária.
ISOLAMENTO POLÍTICO E ECONÔMICO
O
Irã é alvo do isolamento político e econômico no cenário internacional desde a revolução islâmica promovida pelos aitolás, em 1979. A situação se agravou em 2005, com a eleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Criticado por questionar a ocorrência do holocausto, o reconhecimento do Estado de Israel e a defesa do programa nuclear do seu país, Ahmadinejad é acusado também de desrespeitar a preservação dos direitos humanos, das diferenças de orientação sexual e as opções religiosas.
Em entrevista à
Agência Brasil, o embaixador do
Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, rebateu todas as acusações. Segundo ele, o presidente iraniano é "democrático e defensor" dos direitos humanos.
Desde 2006, a
Organização das Nações Unidas (ONU) impõem sanções ao
Irã em decorrência do programa de energia nuclear desenvolvido no país. Para as autoridades da ONU, há indícios de produção de armas nucleares pelos iranianos. Tal suspeita é negada pelo governo do
Irã. Paralelamente, Ahmadinejad procura se projetar como uma liderança regional.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sinalizou interesse em se aproximar de Ahmadinejad desde sua eleição há um ano. Cauteloso, Obama evita endurecer o discurso contra o iraniano, embora os norte-americanos imponham rígidas restrições econômicas ao país. Em visita ao presidente da China, Hu Jintao, Obama apenas defendeu, no último dia 17, que o
Irã mostre "suas intenções pacíficas".
O
Irã se destaca na produção de petróleo e mineração. Em 2003, o aumento do preço do barril de petróleo beneficiou o país que, na época, utilizou o dinheiro para programas sociais. Os poços de petróleo estão localizados próximos ao Golfo Pérsico. A
Petrobras tem escritório fixo em Teerã e atua em projetos no país.
No entanto, a intenção do governo de Ahmadinejad é desenvolver outros aspectos da economia iraniana a partir de projetos em parceria com o Brasil, por exemplo. A agricultura é baseada na cultura de trigo, cevada, centeio, milho, sorgo e algodão. Já a pecuária se concentra na produção de carne bovina, de frango e de cabra. A pesca ocupa também um importante papel na economia.
FONTE
Agência Brasil
Renata Giraldi - Repórter
Lílian Beraldo e Lana Cristina - Edição
Links referenciados
Federação das Indústrias do Estado de São Paulowww.fiesp.com.br
Organização das Nações Unidaswww.onu-brasil.org.br
Agência Brasilwww.agenciabrasil.gov.br
Petrobraswww.petrobras.com.br
Irãpt.wikipedia.org/wiki/Irão
Jornal Agrosoft
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