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O incentivo agrícola

artigos :: Por Editor em 16/10/2009 :: imprimir   pdf   enviar   celular


O incentivo agrícola: Braz Albertini é presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São
Créditos: Divulgação
São Paulo possui um número de habitantes que ultrapassa os 40 milhões. Segundo o último levantamento do Laboratório Urbano de Pesquisa e Análise (Lupa), atualmente existem no Estado 324.601 unidades de produção agrícola, com 20 milhões de hectares assim distribuídos: 3,9% em pastagens, 32,8% com culturas temporárias, 6,0% de culturas perenes, 11,9% em vegetação natural, 5,0% em reflorestamento e 4,9% com brejos e várzeas.



A agricultura paulista representa 20% do valor bruto da produção brasileira, ou seja, R$ 38 bilhões, e 25% das exportações do agronegócio saem de São Paulo. É um setor diversificado, que gera centenas de milhares de empregos no Estado, que se destaca como maior produtor de álcool e laranja, contando com 60% e 90%, respectivamente, da produção nacional. É também o maior produtor de seringueira e temos um rebanho bovino em torno de 12 milhões de cabeças e tantos outros produtos que abastecem a mesa dos brasileiros.

A agregação de valor é um fator muito importante na agricultura. São Paulo é um dos Estados que tem um potencial de comercialização incrível, e boa parte dos produtos que passam por uma manufatura, quando são postos para venda, recebem uma valorização substancial. Diante dos números citados e uma produção valorizada, podemos ratificar a grandeza e importância contínua da agricultura paulista desde os tempos do Império. Não é à toa, que já em 1887, o imperador D. Pedro II fundou o Instituto Agronômico de Campinas que, desde de sua criação, tem contribuído imensamente para o desenvolvimento do setor no Estado, e também para o Brasil.

Já no ano de 1891 foi criada a Secretaria da Agricultura. Ela atua com várias coordenadorias divididas em pesquisa, produção de sementes e mudas, na defesa sanitária, dentre tantas outras atividades. Atualmente contando com quase 600 casas de agricultura espalhadas nos 645 municípios paulistas, ela passa por uma deficiência muito grande de material humano, tanto técnico, como pessoal de apoio. E os salários não são compatíveis com as atividades. Devido a vários fatores que prejudicam a atuação profissional, a maioria dos técnicos municipalizados acabam tendo uma rotatividade muito grande, o que prejudica a continuidade de muitos projetos. Eu ajudei na luta para que a Secretaria abrisse um concurso objetivando fortalecer o quadro, principalmente nas Coordenadorias de Assistência Técnica Integral (CATI) e Defesa Agropecuária (CDA). Depois de muito atraso, foi feito um concurso que leva ainda uma eternidade para chamar os aprovados. E, para minha surpresa, muitos dos técnicos que assumiram, pediram demissão por causa dos baixos salários.

Eu convivo com produtores por todo o Estado e sempre ouço reclamações com relação à assistência técnica, e é natural que isso aconteça uma vez que faltam profissionais. O pior de tudo é que, entra e sai ano, o montante de capital destinado para a Secretaria fica sempre pouco mais de 0,5% do orçamento estadual, o que é uma vergonha diante do potencial da agricultura paulista e sua participação ativa para a economia do país. Temos mais de 240 mil propriedades familiares e todos sabemos que, para sobreviver na agricultura, esses produtores precisam de muito apoio para a organização de sua produção e comercialização. Mas não há como a ajuda ser satisfatória se o orçamento destinado para o setor é precário. É preciso que os governantes enxerguem a importância de valorizar o setor agrícola para que um número muito grande de produtores não abandonem suas atividades e se desloquem para as áreas urbanas, engrossando, muitas vezes, as periferias da cidades. Não existe uma preparação para quem está na lavoura e muito menos para quem sai. A violência nos centros urbanos é praticamente insuportável e, da forma que está, só tende a agravar com o êxodo rural. A marginalidade só aumenta e o governo gasta quantias exorbitantes de dinheiro na construção de presídios, ao invés de investir no desenvolvimento pleno para quem trabalha na agricultura.

Todas as entidades do setor agrícola precisam se mobilizar para sensibilizar nossas autoridades com relação ao orçamento do setor. Só teremos sucesso e estabilidade se tivermos agricultores preparados para atender às exigências de produção do mercado. Para isso, necessitamos de uma extensão rural forte no Estado, que garanta suporte às demandas de produção. Mas isso só acontece se for tomada uma decisão política de valorização da atividade agrícola, fazendo os investimentos necessários. Ou seja, começando pelo orçamento da Secretaria da Agricultura.

AUTORIA

Braz Albertini
Presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo
Produtor rural

Mantém o Blog do Braz no endereço publicando artigos sobre agricultura, agronegócio, políticas públicas, meio ambiente entre outros.

Links referenciados

Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo
www.fetaesp.org.br

Secretaria da Agricultura
www.agricultura.sp.gov.br

Instituto Agronômico
www.iac.sp.gov.br

Blog do Braz
blogdobraz.wordpress.com

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