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Arroz no Mato Grosso: a solução é dar as mãos

artigos :: Por Editor em 15/05/2009 :: imprimir   pdf   enviar   celular

As dificuldades da rizicultura matogrossense são inúmeras, históricas e se relacionam a praticamente todos os aspectos da cadeia produtiva, desde o desenvolvimento de tecnologias até comercialização do produto. Não há como negar a dificuldade da cadeia no Estado para a produção e competição com outras regiões do país em especial a produção gaúcha. Há carência de variedades com produção estável, melhor estrutura logística, mais garantias na comercialização e, sobretudo, aprender a lidar com os fatores climáticos.



No entanto, analisando o problema de uma perspectiva mais ampla, podemos perceber que um dos fatores mais determinantes para a realidade atual é a falta de uma abordagem mais profissional a todos os elementos da cadeia e também de um arranjo entre os envolvidos com o agronegócio arroz no Mato Grosso. Tomemos como exemplo o estado do Rio Grande do Sul. Lá instituições públicas e privadas convergem interesses em prol da rizicultura local. A própria estruturação do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) é um belo arranjo entre governo, lideranças e produtores. Isso reflete na capacidade de pesquisa e desenvolvimento estabelecida no Estado, o que favorece a cada ano um novo recorde de produtividade.

Foi nesse espírito que os esforços conjuntos das instituições SIAR-SUL, Sebrae/MT, Empaer, Embrapa Arroz e Feijão e Prefeitura Municipal de Paranatinga, em parceria com produtores rurais e demais segmentos da cadeia, culminaram no estabelecimento do Arranjo Produtivo Local (APL) da Cadeia produtiva do arroz do Mato Grosso em 2005. Desde então, é possível observar que na região inicial do APL algumas vitórias já foram conquistadas. Avançou-se na introdução de novas variedades mais produtivas, adaptadas e, acima de tudo, com melhor qualidade de grãos, tais como a BRS Sertaneja e BRS Pepita. Também se avançou na tecnificação da cultura com o uso mais adequado de fungicidas no controle de doenças. E o mais importante, se avançou na aproximação dos segmentos envolvidos no negócio.

Ainda se encontram mais desafios que soluções, mas os caminhos que estão sendo traçados dão a indicação de um futuro melhor. É preciso continuar a discussão dos problemas levantados e contar com a participação de todos na proposição de soluções viáveis. A indústria, por exemplo, tem se tornado um grande aliado e se prepara para melhor trabalhar com o arroz matogrossense (e suas peculiaridades) investindo em novos maquinários para o processamento do arroz e, acima de tudo, no atendimento ao consumidor final.

Finalmente, é preciso avançar na compreensão do papel de cada segmento e indivíduo envolvido na rizicultura na manutenção da viabilidade do agronegócio arroz no Mato Grosso, eliminar barreiras interinstitucionais, ampliar a influência do APL Arroz e, o mais importante, compreender cada vez mais o que pensa aquela que dá o veredicto final, a dona de casa.

AUTORIA

Claudio Ducatti
Secretário Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Regularização Fundiária de Paranatinga (MT)

Links referenciados

Instituto Rio Grandense do Arroz
www.irga.rs.gov.br

Embrapa Arroz e Feijão
www.cnpaf.embrapa.br

Sebrae/MT
www.sebrae.com.br/uf/mato-grosso

SIAR-SUL
www.fiemt.com.br/ns/institucional.php?se
cao=casafiemt_sindicatos

Empaer
www.empaer.mt.gov.br

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