A Associação Goiana dos Criadores de Zebu (AGCZ), a Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás/GO) e a Embrapa Cerrados (Planaltina/DF) realizarão no dia 17 de maio, às 14h, no Tatersal III do Parque de Exposições de Goiânia, o 2º Leilão de Touros Jovens. Serão ofertados 42 animais, 30 da raça Nelore e 12 da raça Tabapuã, oriundos de 24 criatórios de Goiás e do Distrito Federal.
Todos possuem comprovadamente alta qualidade genética, segundo avaliação da
Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP), e desempenho superior em sistemas de produção a pasto, destinando-se a produtores rurais interessados no aprimoramento de rebanhos para bovinocultura de corte dos cerrados.
Os reprodutores que irão a leilão passaram por quatro etapas de avaliação e a duração da prova completa foi de 224 dias, dentro do 2º Teste de Desempenho de Touros Jovens (TDTJ), conduzido pela AGCZ nas dependências da
Embrapa Arroz e Feijão, em parceria com a equipe técnica da
Embrapa Cerrados e
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília/DF), sob a coordenação dos pesquisadores Cláudio de Ulhôa Magnabosco e José Benedito Trovo.
A primeira etapa do TDTJ foi a pré-seleção de exemplares nos criatórios, a qual avaliou características relacionadas ao desempenho ponderal, funcionalidade, raça e estrutura física dos animais com potencial para a produção de carne. Já a segunda etapa correspondeu à Prova de Ganho em Peso (PGP), que consistiu no confinamento dos animais pré-selecionados (idade máxima de 90 dias) nas fazendas, com uma dieta balanceada de volumoso (silagem de milho) e concentrado.
Ao fim dessa segunda etapa que teve uma duração de 112 dias, na qual os animais apresentaram um ganho médio diário de 0,988 kg, a classificação final apresentou como campeão da raça Nelore o touro Jurerê da Ganges (ALES 712) do criatório de Alexandre Spirandelli.
Para a raça Tabapuã, o exemplar mais bem colocado foi o touro Índio do Parque (PARQ 517) do criatório de Wagner Miranda. De acordo com a médica veterinária Mariana Mamede, técnica da AGCZ, essa média de ganho diário dos animais superou as expectativas da equipe técnica, que balanceou a dieta com exigências para ganho diário em peso em torno de 0,800 kg por animal, simulando pastagens de boa qualidade e sem controle individual de ingestão voluntária de alimentos.
Com o término dessa etapa, os tourinhos mais bem classificados foram submetidos a avaliação à pasto no período das águas de meados de novembro a primeira quinzena de março. Os animais permaneceram em pastagens renovadas em sistemas de integração lavoura e pecuária (SILP), onde foi fornecida diariamente suplementação de concentrado energético e protéico para o período das águas. Os exemplares perfizeram um total de 112 dias, duração maior que a preconizada pela PGP.
Contudo, a vantagem da extensão dessa etapa foi a possibilidade de ampliação do número de características para as quais os tourinhos são avaliados, principalmente, no que se refere à carcaça e à reprodução. Por fim, com a suplementação à pasto nas águas, pretendeu-se obter subsídios para a avaliação do desempenho ponderal e análise da viabilidade econômica da suplementação alimentar de animais geneticamente melhorados no período das águas.
Um aspecto importante dessa terceira etapa, fase de crescimento, é que o desempenho animal foi avaliado em (SILP), tecnologia cujo intuito é a exploração racional dos recursos naturais em busca de sustentabilidade para ambas atividades. As práticas que compõe o SILP minimizam a competição da forrageira, evitando a redução do rendimento das culturas anuais e permitindo, após a colheita dos grãos, uma produção forrageira em quantidade e com qualidade para abrigar parte do rebanho bovino no período seco, inclusive com a produção de novilho precoce a pasto.
Ao final dessa etapa que também teve a duração de 112 dias, na primeira quinzena de março, foi fechada a coleta de dados sobre o ganho em peso dos animais e as informações adicionais sobre características de crescimento, qualidade de carcaça, funcionalidade (escores visuais), raça e precocidade reprodutiva dos animais. A partir dessas avaliações, foi realizada uma classificação final e a escolha dos animais que serão levados a arremate.
Os touros mais bem ranqueados foram novamente o nelore Jurerê da Ganges (ALES 712) com 528 kg e o Tabapuã Índio do Parque (PARQ 517) com 554 kg de peso vivo, ambos aos 17 meses de idade. No entanto, o touro mais bem classificado em ganho em peso foi o Nelore Niquel (ANA 450) do criatório de Carolina Palhares, que alcançou a marca de 570 kg aos 19 meses de idade.
Atualmente, os 60 touros selecionados encontram-se na última etapa do TDTJ em semi-confinamento para serem preparados para o leilão, com o intuito de aumentar o peso corporal, fazendo com que alcancem 500 kg de peso vivo em média, ou seja, o mínimo para que um animal tenha acabamento adequado de carcaça para abate, indicado pelos frigoríficos.
Para obter mais informações sobre os animais que irão a leilão, acesse a página da
Embrapa Arroz e Feijão ou ligue para (62) 3275-8181 ou (62) 3203-1212.
FONTE
Embrapa Arroz e Feijão
Rodrigo Peixoto - Jornalista
Telefone: (62) 3533-2108
Links referenciados
Associação Nacional de Criadores e Pesquisadoreswww.ancp.org.br
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologiawww.cenargen.embrapa.br
Embrapa Arroz e Feijãowww.cnpaf.embrapa.br
Embrapa Cerradoswww.cpac.embrapa.br
Rodrigo Peixotorpbarros@cnpaf.embrapa.br
Embrapawww.embrapa.br
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