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Embrapa Meio-Norte testa feijão-caupi no Tocantins

Publicado em 12/05/2009 na seção noticias :: Outros formatos: Texto e PDF

A pesquisa com o feijão-caupi avança agora para o Estado do Tocantins, na região Norte. Na fazenda Bom Retiro, no município de Bom Jesus, a 215 quilômetros ao Nordeste de Palmas, a Embrapa Meio-Norte está testando, numa unidade demonstrativa, várias cultivares para atender produtores da base familiar à empresarial.

Créditos: Embrapa
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O destaque é para BRS 17 Gurguéia, BRS Marataoã, BRS Rouxinol, BRS Milênio, BRS Xiquexique, BRS Guariba e BRS Novaera, que em outros estados têm boa performance produtiva. Estão sendo testadas também as cultivares BRS Cauamé, BRS Tumucumaque, BRS Pajeu, Sempre Verde e BRS Paraguaçu.

Os testes, segundo o pesquisador Kaesel Damasceno, são para garantir a recomendação dessas cultivares aos produtores do Tocantins. Na mesma fazenda, a Embrapa Meio-Norte, em parceria com a Embrapa Cerrados, implantou dois ensaios de VCU – Valor de Cultivo e Uso de feijão-caupi, que são exigidos pelo Ministério da Agricultura para avaliação e registro de cultivares.

Um dos ensaios foi implantado com linhagens de porte ereto e semiereto. O outro é formado por linhagens de porte prostrado e semiprostrado. Esses ensaios estão na fase final de avaliação em rede experimental, reunindo linhagens selecionadas no ensaio preliminar de rendimento.

O objetivo da pesquisa, de acordo com o pesquisador, é para "identificar as linhagens mais produtivas, bem adaptadas, resistentes ou tolerantes às principais pragas e doenças, além da boa aceitação comercial para serem lançadas no mercado". A pesquisadora Rita de Cássia Sabóia, da Embrapa Cerrados, lotada em Gurupi, é responsável pelo monitoramento do estudo.

A pesquisa com feijão-caupi no Tocantins tem como alvo a organização do cultivo. "Com os resultados desses trabalhos pesquisadores e produtores vão poder escolher as melhores cultivares em função de características, como porte, resistência a doenças, tipo e tamanho do grão e produtividade", prevê o pesquisador Kaesel Damasceno. Hoje, praticamente todo o estado do Tocantins cultiva feijão-caupi de forma desordenada. "Eles plantam sem nem saber quais são as variedades que vão cultivar."

SEGUNDA SAFRA

A capital da soja no Tocantins, o município de Pedro Afonso, a 212 quilômetros ao Nordeste de Palmas, que na safra de 2008/2009 colheu 77 mil toneladas do produto, agora aposta tudo no feijão-caupi. Este ano, o município está plantando 1.615 hectares. Os produtores esperam ansiosos pelo fim das chuvas para a colheita. Na região polarizada por Pedro Afonso, os municípios de Bom Jesus e Itacajá plantaram 1.220 hectares de feijão-caupi nesta safra.
Créditos: Wikipédia
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Na região, a partir de 2005, segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), 26 produtores se destacam no cultivo tecnificado do feijão-caupi. O destaque é para o município de Pedro Afonso, com 16 produtores. A cultivar BRS Guariba foi a primeira identificada e a ser plantada. Todo o Estado, de acordo com o agrônomo Marley Camilo de Oliveira, supervisor de Defesa Vegetal da ADAPEC, planta caupi, mas em sistema de agricultura familiar e de forma desorganizada. A produtividade é baixa. Alcança apenas 300 quilos por hectare.

Edmar Correa de Oliveira, dono da fazenda Bom Retiro, é um mineiro cauteloso, mas otimista. Nesta safra ele espera colher 900 quilos de feijão-caupi por hectare. Edmar, que mora na região há 13 anos, vindo de Patos de Minas, plantou 240 hectares com grãos do tipo comercial Sempre Verde. Ele diz que quer diversificar a produção agrícola na região e contribuir para o melhoramento da cultura.

Embalados pelo avanço da cultura na região, os produtores de Pedro Afonso, vinculados à Cooperativa Agroindustrial do Tocantins – COAPA, apostam no feijão-caupi como alternativa de segunda safra. Além de uma extensa área para o cultivo, o município, hoje com pouco mais de 10 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem infraestrutura de armazenamento de grãos. Só o silo da COAPA, o maior do município, tem capacidade para 60 mil toneladas.

Elevado à condição de município e comarca, em 1937, Pedro Afonso é um dos mais tradicionais do estado do Tocantins. Tem uma área de cerca de 2.050 quilômetros quadrados, e a cobertura vegetal em praticamente todo o município é o cerrado. Pedro Afonso está situado no encontro dos rios Tocantins e Sono, os maiores do Estado.

MAIS INFORMAÇÕES

Pesquisador Kaesel Damasceno
Telefone: (86) 3089-9190

FONTE

Embrapa Meio-Norte
Fernando Sinimbu - Jornalista
Telefone: (86) 3089-9119

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