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Pesquisa agropecuária na Amazônia completa 70 anos

Publicado em 08/05/2009 na seção noticias :: Outros formatos: Texto e PDF

A pesquisa agropecuária na Amazônia acaba de completar sete décadas de existência. Para marcar a data, hoje (8/5), a partir das 9 horas, a Embrapa Amazônia Oriental (Belém/PA) – herdeira há 34 anos do patrimônio de conhecimento tecnológico de duas históricas instituições que a antecederam - promove evento comemorativo em sua sede em Belém (Tv. Enéas Pinheiro, no encontro com a Perimetral).


O que diferencia o centro de pesquisa localizado no Pará de outras 40 unidades descentralizadas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), é que sua origem remonta à década de 1930, muito antes da Embrapa ser criada no País pelo governo federal nos anos 1970, mais precisamente em 1973.

A história da pesquisa agropecuária e da própria Embrapa na Amazônia está ligada diretamente a duas instituições memoráveis. Tudo começou em 4 de maio de 1939, com a criação do Instituto Agronômico do Norte (Ian), que em 1962 passou a se chamar Instituto de Pesquisas e Experimentação Agropecuárias do Norte (Ipean), este posteriormente encampado pela Embrapa quando a unidade de Belém foi criada em 23 de janeiro de 1975. Batizado inicialmente de Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópico Úmido (CPATU), em 1991 passou a se chamar Centro de Pesquisa Agroflorestal da Amazônia Oriental, atualmente conhecido como Embrapa Amazônia Oriental.

O centro de pesquisa conta hoje com 466 empregados e, além da sede de Belém, mantém 11 Bases Físicas de Pesquisa e Desenvolvimento, vinculadas a Campos Experimentais, situadas em propriedade da Unidade ou em áreas cedidas em comodato por órgãos públicos e instituições privadas. A Embrapa Amazônia Oriental conta ainda com seis pontos de negócios, ou Núcleos de Apoio a Pesquisa e Transferência de Tecnologias (NAPT), que são estruturas técnico-administrativas mínimas, localizadas nos pólos regionais de desenvolvimento do Pará.

Seis Núcleos Temáticos estão constituídos para elaborar, conduzir, avaliar e transferir os resultados de uma proposta de pesquisa que visa solucionar os problemas oriundos de demandas dos clientes e parceiros. Os núcleos temáticos são de biologia aplicada, gestão de recursos naturais, informação e conhecimento, manejo agentes bióticos, sistemas de uso da terra e sustentabilidade agroambiental.

PESQUISAS

Alguns aspectos da importância histórica da Embrapa Amazônia Oriental para o desenvolvimento das atividades agropecuárias e florestais na Amazônia destacam-se por meio de atuações que tornaram o centro de pesquisa da Embrapa em Belém uma referência. Por exemplo: levantamento de solos da Amazônia, trabalho de pesquisa que há muitos anos é referência para produtores, pesquisadores e técnicos; bubalinocultura para produção de carne e leite; participação em todos os movimentos de colonização da Amazônia (atividades na região da Transamazônica, por exemplo); tecnologia de alimentos: cupulate; iogurte, sucos e néctares com sabor de frutas amazônicas; domesticação de plantas nativas da Amazônia (estudos que permitem o plantio para exploração econômica do cupuaçuzeiro e do bacurizeiro, entre outras fruteiras); formação de bancos de germoplasma: bancos de germoplasma concentram no mesmo espaço o maior número possível de exemplares coletados da mesma espécie em toda a região; pesquisas com seringueira e dendê; formação de herbário, xiloteca e biblioteca (esta a terceira maior do País com temática agropecuária e florestal), além de 12 laboratórios (fitopatologia, climatologia, nutrição animal, botânica, biotecnologia de plantas, ecofisiologia e propagação de plantas, entomologia, solos, sensoriamento remoto, agroindústria, sementes florestais e genética), que hoje passam por uma reestruturação e modernização para se tornarem em breve laboratórios temáticos e multiinstitucionais.

Na atualidade, algumas pesquisas e ações são emblemáticas da missão institucional, gerando tecnologias para adoção, por exemplo, da agricultura sem queima, da integração lavoura-pecuária-floresta e de sistemas agroflorestais; recuperação de áreas alteradas; zoneamento ecológico-econômico (como o da área de abrangência da BR-163 e o prestes a ser iniciado ZEE da Amazônia Legal); criação e implantação em breve do Laboratório de Qualidade de Leite, o primeiro da região Norte; serviços florestais (seqüestro de carbono, reflorestamento com plantas nativas da Amazônia, exploração florestal de impacto reduzido, entre outros), serviços ambientais (a água que abastece Belém provém do Lago Bolonha, situado em área da Embrapa) e ações de responsabilidade social (como as visitas à Unidade possibilitadas pelo programa Embrapa Escola e a parceria firmada com o Comitê de Entidades no Combate à Fome e Pela Vida (Coep).

PROGRAMAÇÃO DOS 70 ANOS

O evento de hoje em Belém não é o único programado para lembrar as sete décadas de pesquisa agropecuária na Amazônia. Ao longo de 2009 e até maio de 2010, uma extensa programação vai relembrar a data histórica.

"Devido à dimensão regional da atuação da Embrapa Amazônia Oriental, e pelo fato de ser originária dos institutos Ian e Ipean, temos muito a comemorar e a compartilhar com a sociedade. A programação de eventos técnicos e científicos este ano ganhou tom geral de comemoração e em todas as oportunidades será mencionado esse momento histórico e sua importância", informa o chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Cláudio Reis de Carvalho.

O IX Workshop Brasileiro de Inteligência Competitiva e Gestão do Conhecimento, de 2 a 4 de junho próximo; a reabertura da Vitrine de Tecnologias da Unidade, agora em caráter permanente; a inauguração das instalações do Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida (COEP) durante a Semana Nacional de Mobilização pela Vida; o II Congresso Nacional de Feijão-Caupi, estes três últimos no mês de agosto, são exemplos de eventos já agendados que integram a programação dos 70 anos.

As comemorações culminam em 2010 com a inauguração do Espaço Memória na Unidade da Embrapa em Belém, onde se pretende perenizar fatos, personagens, documentos, móveis e utensílios da fase pioneira da pesquisa agropecuária na região.

FONTE

Embrapa Amazônia Oriental
Izabel Drulla Brandão - Jornalista
Telefone: (91) 3204-1200
izabel@cpatu.embrapa.br

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