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Exportações brasileiras de software alcançará US$ 2 bilhões em 2009

noticias :: Por Editor em 25/04/2009 :: imprimir   pdf   enviar   celular

O Brasil subiu da décima posição em 2005, como destino para a terceirização de serviços de tecnologia da informação e de comunicação (TIC), para o quinto lugar em 2007, de acordo com relatório produzido pela consultoria internacional AT Kearney para a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).



Segundo o presidente da Brasscom, Antonio Gil, o Brasil tem condições de disputar o segundo lugar no ranking mundial com países como México, Rússia, China e Filipinas, ficando atrás apenas da Índia.

O estudo referente a 2008 ainda não foi concluído, mas Gil acredita que o Brasil tenha melhorado de posição. A classificação anual dos países no mercado de TIC leva em consideração fatores como facilidades de fazer negócios, custos, conhecimento e mão-de-obra.

O mercado global de offshore outsourcing, que é a terceirização de serviços de TIC feita fora do país de origem, apresentou faturamento de US$ 1,2 trilhão no ano passado, dos quais US$ 70 bilhões foram serviços exportados. Desse total, o Brasil participou com US$ 1,4 bilhão, o que representou crescimento de 75% em relação ao ano anterior.

Para 2009, Antonio Gil revelou que o objetivo é alcançar exportações de US$ 2 bilhões, "com perspectiva de ser um pouco maior do que isso". O total exportado mundialmente de serviços e softwares (programas de computador) deverá atingir cerca de US$ 84 bilhões no próximo ano. "Um crescimento de 20%, mesmo pós-crise financeira internacional", observou.

O estudo mostra que entre 2008 e 2010, a exportação de offshore outsourcing passará de US$ 70 bilhões para cerca de US$ 100 bilhões, com sinais positivos para o Brasil. Partindo do pressuposto de que a Índia continuará detendo 50% desses US$ 30 bilhões adicionais, existirão no mercado US$ 15 bilhões anuais que serão disputados pelos demais países produtores de TIC, entre eles o Brasil, estimou Gil. "Dos quais nós queremos pegar US$ 2 bilhões agora e US$ 3,5 bilhões em 2010", acrescentou.

O presidente da Brasscom deverá apresentar ao governo federal um novo estudo sobre o setor de infra-estrutura de TIC. Já batizado de Programa de Aceleração do Crescimento da Tecnologia da Informação (PAC da TI), o estudo identifica os gargalos ao crescimento do setor e o que precisa ser feito em áreas como banda larga e redução de impostos.

CARGA TRIBUTÁRIA É O MAIOR ENTRAVE

A questão tributária é um entrave ao desenvolvimento do setor de tecnologia da informação (TIC) e comunicação do Brasil, afirmou à Agência Brasil o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antonio Gil. "Sem dúvida, a questão tributária continua sendo um elemento de entrave".

Gil disse que na comparação com outros países, o setor no Brasil ainda é 53% mais caro do que na Índia, por exemplo. "Por uma série de razões. Você tem a questão fiscal, uma carga de impostos. No âmbito estadual, você tem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que pressiona as comunicações, elementos fundamentais à indústria, com 40% de impostos".

O presidente da Brasscom assegurou que a crise internacional passou ao largo do setor de offshore outsourcing, a terceirização de serviços de TIC fora do país de origem . "Porque a grande vantagem de fazer alguma coisa em offshore outsourcing é que fica mais barato do que fazer no próprio país. As empresas estão buscando redução de custos para enfrentar a situação de crise. E o Brasil tem mão-de-obra competente para fazer esse trabalho e é mais barato do que em países como os Estados Unidos", afirmou.

O Brasil é atualmente o oitavo maior mercado interno de TIC, mas ainda apresenta participação reduzida no mercado exportador porque o custo da mão-de-obra é mais alto do que na Índia. Em 2008, o setor foi ajudado pela desvalorização do real, que tornou a mão-de-obra brasileira mais competitiva, explicou Antonio Gil.

Ele acredita que neste ano o setor será beneficiado por uma nova lei que reduz em 50% a contribuição do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para empresas exportadoras e elimina a contribuição para o Sistema S (formado por entidades como Sesi, Sesc, Senai e Senac, entre outras), além de permitir a dedução em dobro dos gastos com capacitação de pessoal e pesquisa e desenvolvimento no Imposto de Renda. "Isso tornou a mão-de-obra mais competitiva, mas ainda não somos competitivos em preço".

Em contrapartida, o Brasil tem a seu favor a proximidade geográfica com os principais mercados consumidores, como os Estados Unidos, o que não ocorre com a Índia. Contam também a favor do Brasil na terceirização de serviços e softwares (programas de computador) a competência no setor de TIC, a questão cultural e a ausência de fenômenos como o terrorismo.

O Brasil tem o sistema de votação eletrônica mais avançado do mundo. Da mesma forma, os sistemas financeiros do país são os mais avançados no uso de TI, destacou Antonio Gil. Esses fatos colocam o Brasil como uma alternativa à Índia em termos de terceirização de serviços de TIC, argumentou.

FONTE

Agência Brasil
Alana Gandra
Repórter

Links referenciados

Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação
www.brasscom.org.br

Instituto Nacional do Seguro Social
www.previdenciasocial.gov.br

Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

AT Kearney
www.atkearney.com

Brasscom
www.brasscom.org.br

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