Agrosoft Brasil

Agrosoft Brazil: International Edition in EnglishAGROSOFT BRAZIL: International Edition in English  

Jornal Agrosoft: Receba GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Euforia ocultou pobreza de resultados na Cúpula das Américas

artigos :: Por Editor em 22/04/2009 :: imprimir   pdf   enviar   celular

O presidente dos EUA estendeu a mão à América Latina. Porém o futuro das relações no continente não é responsabilidade apenas dele. E os resultados do encontro foram antes parcos. Mirjam Gehrke opina.



Barack Obama veio, falou e conquistou simpatias até agora concedidas a poucos presidentes estadunidenses pela América Latina. Na 5ª Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, os líderes de Estado e governo das Américas Central e do Sul e do Caribe vivenciaram o chefe da Casa Branca como um homem que reflete, pondera e sabe ouvir. E que ganhou pontos por sua modéstia e capacidade de autocrítica.

Está na hora de superar a desconfiança mútua de décadas e de interagir como parceiros em pé de igualdade – uma mensagem nova, sobretudo para as pequenas nações centro-americanas.

Washington pretende, no futuro, respeitar os governos eleitos da região, mesmo no caso de eventuais divergências, disse Obama. Não vai tão longe assim o tempo em que os Estados Unidos gostavam de usar meios militares para eliminar visões de mundo diferentes das suas.

E, por fim, a admissão por parte do governo norte-americano de que o embargo contra Cuba fracassou. O bloqueio econômico desde 1962 não contribuiu para que a ilha açucareira socialista diante da costa da Flórida se movesse sequer um passo em direção à democracia.

Nos últimos dez anos os norte-americanos foram forçados a uma posição defensiva em relação à América Latina. O "quintal" dos EUA se libertou da dependência política em relação a Washington.

Quatro anos atrás, na cúpula de Mar del Plata, os latino-americanos deram um claro "não" à zona panamericana de livre comércio, iniciada sob a administração de Bill Clinton. E o antecessor de Obama, George W. Bush, não desenvolveu novas concepções em seus oitos anos de mandato.

Pelo contrário: na luta global contra o terrorismo também a América Latina foi dividida em países bons e maus. Os últimos incluem todos os governos um pouco mais à esquerda – e o seu número cresceu consideravelmente nos últimos anos.

Agora, de acordo com Obama, acabou-se a era da confrontação ideológica. E justamente nessa afirmativa reside a força da nova política dos EUA para a América Latina. Até então era fácil para Hugo Chávez e seus correligionários apresentarem os Estados Unidos como a corporificação do mal, a causa da pobreza e da exploração e, até mesmo, de seu próprio fracasso político.

A melhor prova da nova postura norte-americana frente à América Latina foram os primeiros sinais de relaxamento do embargo a Cuba – a permissão aos cubanos em exílio nos EUA de enviar dinheiro a seus parentes na ilha caribenha, assim como de visitá-los – decretados por Obama antes da Cúpula em Trinidad e Tobago.

Agora a bola está no campo dos cubanos. A suspensão total do embargo e o retorno do país à Organização dos Estados Americanos (OEA) são indissociáveis do restabelecimento da democracia em Cuba. Uma exigência que certamente não desperta o entusiasmo do venezuelano Chávez. Mas, afinal de contas, no saldo positivo da cúpula, cabe registrar o envio de um embaixador da Venezuela aos EUA.

A euforia generalizada ocultou o fato de que, de resto, a 5ª Cúpula das Américas foi antes pobre de resultados. Decisiva é agora a forma como os chefes de Estado e governo vão assumir o novo clima de bem-estar após retornarem a seus países, e se vão aceitar a mão estendida do presidente estadunidense.

Obama deu um passo importante para as relações norte-sul no continente, porém ele não carrega sozinho a responsabilidade pelo progresso dessas relações. Para um ou outro dirigente do sul é possível que, com um presidente norte-americano disposto ao diálogo e ao consenso, comecem tempos mais difíceis.

Também esse fato só pode fazer bem à democracia na região, se pensarmos em nomes como Chávez, Castro e Daniel Ortega, na Nicarágua.

AUTORIA

Mirjam Gehrke

FONTE

Deutsche Welle

Revisão
Alexandre Schossler

Links referenciados

Organização dos Estados Americanos
www.oas.org/main/portuguese

Deutsche Welle
www.dw-world.de/dw/0,,607,00.html

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

www.agrosoft.org.br     © 2009 Agrosoft Brasil         Fale Conosco        Serviços