Agrosoft Brasil

Agrosoft Brazil: International Edition in EnglishAGROSOFT BRAZIL: International Edition in English  

Jornal Agrosoft: Receba GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Broca-do-olho-do-coqueiro ou bicudo, Rhynchophorus palmarum L (Coleoptera: Curculionidae)

artigos :: Por Gislene Alencar em 11/05/2006 :: imprimir   pdf   enviar   celular




Autoria:


Joana Maria Santos Ferreira
Pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju - SE)



Contato:

Serviço de Atendimento ao Cidadão

EMail:

sac@cpatc.embrapa.br

DDD e Telefone(s):

(79) 4009-1344

Palavras-Chave:

Coco, doença, praga, inseto, embrapa tabuleiros costeiros, aracaju, sergipe

Resumo:


O Rhynchophorus palmarum é a principal praga de cultivos de coqueiro e de dendezeiro nas Américas tropicais.


Características


O adulto é um besouro de cor preta; tamanho que varia de 3,5 a 6,0 cm de comprimento; bico recurvado, forte e com 1,0 cm de comprimento; asas externas curtas, deixando exposta a parte terminal do abdome e com oito estrias longitudinais; possui habito gregário e maior atividade durante o dia.; são atraídos pelo odor de fermentação liberado por palmeiras com ferimentos, doentes ou em senescência; os machos diferem das fêmeas por apresentarem pêlos rígidos em forma de escova na parte superior do rostro; maior população da praga ocorre em períodos de maior precipitação pluvial.


A larva tem cabeça castanho-escura; corpo recurvado, sendo mais volumoso no meio e afilado nas extremidades, subdividido em 13 anéis, com coloração branco-creme e sem pernas; desenvolve-se no interior da planta, formando galerias nos tecidos tenros da região apical.



Corpo:


O Rhynchophorus palmarum é a principal praga de cultivos de coqueiro e de dendezeiro nas Américas tropicais.


Características


O adulto é um besouro de cor preta; tamanho que varia de 3,5 a 6,0 cm de comprimento; bico recurvado, forte e com 1,0 cm de comprimento; asas externas curtas, deixando exposta a parte terminal do abdome e com oito estrias longitudinais; possui habito gregário e maior atividade durante o dia.; são atraídos pelo odor de fermentação liberado por palmeiras com ferimentos, doentes ou em senescência; os machos diferem das fêmeas por apresentarem pêlos rígidos em forma de escova na parte superior do rostro; maior população da praga ocorre em períodos de maior precipitação pluvial. A larva tem cabeça castanho-escura; corpo recurvado, sendo mais volumoso no meio e afilado nas extremidades, subdividido em 13 anéis, com coloração branco-creme e sem pernas; desenvolve-se no interior da planta, formando galerias nos tecidos tenros da região apical.

Dano


causado pelas larvas e pelos adultos. As larvas se alimentam dos tecidos tenros da planta, constroem galerias destruindo o broto terminal (palmito); em decorrência as folhas mais novas mostram sinais de amarelamento, murchamento e finalmente se curvam e secam, indicando a morte da planta. Os adultos são vetores do nematóide Bursaphelenchus cocophilus (Cobb) Baujard agente causal da doença letal conhecida por anel-vermelho. O coqueiro torna-se suscetível ao ataque de R. palmarum a partir do segundo ano de plantio.

Táticas de Controle:

Monitoramento


Distribuir armadilhas atrativas contendo iscas vegetais com poder de fermentação + o feromônio de agregação sintético (rincoforol) no entorno do plantio.

1. Modelos de armadilha: pet - construída com três garrafas de refrigerante de 2 - 2,5 litros, tendo na parte superior um gargalo voltado para baixo funcionando como funil para evitar a saída dos insetos capturados; balde - balde plástico de 50 ou 100 L de capacidade, com tampa apresentando 3 a 4 cortes redondos, onde internamente são presos pequenos funis.


2. Tipos de iscas vegetais: cana-de-açúcar (mais atrativa), melaço, casca de coco verde, abacaxi, inhame ou mamão.

Freqüência de inspeção e coleta de adultos:


Depende do modelo de armadilha utilizado, pet (a cada 8 dias), balde (a cada 15 dias) e durante todo o ano. Na inspeção das armadilhas se faz a troca do material atrativo e a coleta dos adultos.


Quantidade de armadilhas na plantação:


Depende do tamanho da área de plantio (monitoramento) e do tamanho da população da praga (controle).


Disposição das armadilhas:


Devem ser distribuídas à sombra, em pontos estratégicos da propriedade e de preferência na periferia da plantação; se possível, distanciadas das plantas a pelo menos 10 m. Não se recomenda a colocação de armadilhas debaixo da planta. O modelo ?pet? deve ser pendurado em arbustos a 80 cm do solo e o ?balde? colocado diretamente sobre o chão.


Adotar as medidas de controle prescritas para a praga quando se constatar um aumento na captura de besouros acima de 20% da captura média mensal ou tão logo sejam constatadas nas inspeções de rotina plantas com sintomas de anel-vermelho.


Controle cultural



  • Eliminar todas as plantas mortas pela ação da praga ou da doença anel-vermelho.

  • Queimar ou enterrar os coqueiros erradicados, visando evitar a atração dos besouros ao local.

  • Evitar ferimentos nas plantas sadias durante os tratos culturais e a colheita.

  • Pincelar os ferimentos da planta com piche ou inseticida.


Controle mecânico



  • Coletar e destruir larvas, pupas e adultos encontrados nas plantas mortas.


Controle comportamental



  • Utilizar o mesmo tipo de armadilha atrativa destinada ao monitoramento para capturar os besouros e depois eliminá-los. Para promover o controle da praga, recomenda-se aumentar o número de armadilhas na área, proporcional ao aumento da captura mensal obtida no monitoramento, a partir de um aumento de 20% da população. Manter uma distância mínima de 100 m entre armadilhas e de 1 armadilha/2ha.


Controle biológico



  • Vários inimigos naturais contribuem para o controle natural da praga, sendo necessário adotar medidas que favoreçam a multiplicação e permanência desses agentes na plantação.

  • O uso de iscas vegetais contaminadas com esporos do fungo Beauveria bassiana é uma alternativa de controle de R. palmarum que a Embrapa Tabuleiros Costeiros vem testando com sucesso. Esta prática permite aumentar a infecção do agente microbiano sobre a broca-do-olho dentro do coqueiral. Após imersão na suspensão de conídios, as iscas são acondicionadas em armadilhas de auto-contaminação, que consistem em baldes plásticos contendo o feromônio da praga e com orifícios laterais que permitem a entrada e a saída dos besouros. Estes recipientes são distribuídos em pontos estratégicos fora da plantação e de preferência sob arbustos. Com a distribuição quinzenal de seis armadilhas de auto-contaminação em uma área de 10 ha obteve-se uma redução de 72% e 73% na população da praga no 1º e 2º ano de liberação do fungo.



Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

www.agrosoft.org.br     © 2009 Agrosoft Brasil         Fale Conosco        Serviços