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Concurso internacional elege os melhores cafés do cerrado mineiro

concursos :: Por Editor em 14/10/2005 :: imprimir   pdf   enviar   celular

O concurso de Qualidade do Café do Cerrado, promovido pelo Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado (Caccer), com o apoio do Sebrae em Minas Gerais e da Specialty Coffee Association of America (Associação Americana de Cafés Especiais), premiou os melhores produtos da região, conhecida como a que colhe o melhor café brasileiro. Durante quatro dias, 20 juízes vindos dos Estados Unidos, Japão, Coréia do Sul e Espanha trabalharam para escolher os melhores lotes produzidos na região demarcada do cerrado mineiro na safra de 2005.

Foram organizadas duas séries distintas, de acordo com o processo de preparação de pós-colheita: natural e cereja descascada. A premiação foi feita no dia sete de outubro, em Patrocínio, MG. A Fazenda Cruz Branca, de Carlo Diamante, em Estrela do Sul, foi a primeira colocada na série natural. Eduardo Eustáquio de Andrade, da Fazenda Paiolinho, de Carmo do Paranaíba, conquistou o primeiro lugar na série cereja descascada. O Prêmio, que tem o objetivo de identificar os melhores cafés da safra, já está em sua terceira edição e será realizado anualmente. "Com a presença dos juízes internacionais, abrimos um mercado importante porque eles se tornam compradores", explica o diretor de marketing e qualidade do Caccer, Ensei Uejo Neto. O preço médio da saca de 60 kg de café é de U$ 120 e os cinco melhores lotes têm garantida a venda por U$ 320, no caso do natural, e U$ 380, como cereja descascada. "Esse produto será vendido para o consumidor final como um café premiado", afirma Ensei Uejo Neto. Atualmente, apenas torrefadeiras estrangeiras compram os cafés premiados da região, mas indústrias nacionais já manifestaram o interesse de participar das próximas edições. Segundo o diretor do Caccer, fazendas de todos os tamanhos mandam suas amostras para o Prêmio. "Para produzir um bom café dentro das condições da região, a melhor tecnologia é o capricho, o respeito aos tempos da lavoura, ao processo de seca", acredita. Este ano, foram provados 250 lotes de café, já selecionados pelos sindicatos das cidades demarcadas como produtoras do café do cerrado. Certificação O prêmio faz parte do projeto que utiliza a metodologia de Gestão Estratégica Orientada para Resultados (Geor), desenvolvido pelo Sebrae em parceria com o Caccer. O principal foco da iniciativa é a criação da certificação de origem para o produto da região. Além disso, os 500 produtores de café, filiados às duas entidades, passam por programas de qualificação gerencial e de produtividade. "Produzir a commoditie café está se tornando inviável. O produto tem que se diferenciar para que seja rentável", explica o coordenador dos projetos de café do Sebrae em Minas, Ruy Xavier. Com o projeto, o café produzido no cerrado mineiro terá código de barras atestando origem e produção. Distribuidores e importadores do grão saberão de onde veio, como foi tratado e quem é proprietário da lavoura de cada saca. As sete associações e quatro cooperativas que constituem o Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado (Caccer) reúnem dois mil produtores que conquistaram o registro do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), com o apoio do Sebrae em Minas e da Federação da Agricultura de Minas Gerais (Faemg). Os lotes premiados serão os primeiros exportados com o status de Appellation Cerrado Contrôlée, de acordo com sua certificação de origem. A região demarcada como produtora de Café do Cerrado é a primeira a conquistar esse tipo de certificação em todo o mundo. Os 55 municípios que a constituem produzem cerca de 18% do café de Minas Gerais. O Estado é o maior produtor brasileiro e o grão ocupa o segundo lugar na pauta de exportação de Minas. "Em qualquer segmento, o que diferencia é a qualidade. É assim que alcançamos um preço maior", acredita Ensei Uejo Neto. As características de clima e solo fazem do Café do Cerrado um produto especial. Altitude, temperatura e distribuição de chuvas dão um sabor único ao produto final. Em 2004, o Estado exportou 990 mil toneladas de café, o que corresponde a cerca de 17 milhões de sacas e coloca o produto em segundo lugar na pauta de exportações mineiras, perdendo apenas para o minério. A cadeia do café gera quatro milhões de empregos em Minas. Eliza Caetano

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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