A seca que assola a região Sul do Brasil, desde o ano passado, também está atingindo outros dois países do chamado Cone Sul, a Argentina e o Uruguai. A falta de chuvas e as altas temperaturas prejudicam a atividade agropecuária dos países. Os cultivos de milho, soja e trigo são os mais afetados.
A Argentina sofre com a pior seca desde 1961. Houve perda de 35% da produção de cereais e a morte de 1,5 milhão de cabeças de gado. De acordo com a
Agência de Notícias da República Argentina (Telam), a presidente Cristina Kirchner decretou no último dia 27 estado de emergência agropecuária nas dez províncias afetadas pela seca.
A longa estiagem também está acabando com as lavouras uruguaias. Segundo a agência informativa Pulsar, são mais de dois milhões de hectares atingidos. Na região central e oeste do país, a seca arrasou pastos e plantações de soja e milho.
O presidente uruguaio Tabaré Vásquez também decretou estado de emergência agropecuária e anunciou no último dia 12 uma série de medidas para reduzir os efeitos da seca. De acordo com a Pulsar, a criação de fundos especiais para assistência ao setor agrícola é uma das ações do governo.
BRASIL
No Rio Grande do Sul, a estiagem levou 89 municípios a decretarem situação de emergência. Estima-se que mais de 150 mil pessoas estão sendo afetadas pela seca. Em algumas lavouras, houve perda de até 80% da produção. O cultivo de milho, soja e feijão são os mais atingidos.
Para minimizar os efeitos da estiagem,o governo do Rio Grande do Sul está investindo na construção de microaçudes e cisternas.
A seca deve se manter por mais três meses na região do Cone Sul. Segundo o
Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de chuva normal ou pouco abaixo da média entre os meses de fevereiro, março e abril.
FONTE
Agência Brasil
Links referenciados
Agência de Notícias da República Argentinawww.telam.com.ar
Instituto Nacional de Meteorologiawww.inmet.gov.br
Agência Brasilwww.agenciabrasil.gov.br
Jornal Agrosoft
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