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Cuidados e dicas para uma boa colheita de maracujá

Publicado em 30/01/2009 na seção noticias :: Outros formatos: Texto e PDF

No último dia 23, os produtores rurais do Projeto de Assentamento Recanto do Rio Miranda, a 30 km de Jardim (MS), atualizaram seus conhecimentos sobre o cultivo de umas das frutas tropicais mais procuradas nos supermercados, o maracujá. Usado em sucos e doces, a fruta de sabor acentuadamente azedo é conhecida pelas suas propriedades calmantes.

Créditos: Divulgação
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O Seminário sobre a Cultura do Maracujazeiro, ministrado pelo técnico agrícola e especialista em fruticultura Antônio Minari, integra a programação do Projeto de Apoio à Produção Sustentável no Território da Reforma. As dicas e informações fornecidas durante o seminário são indispensáveis para os pequenos produtores atendidos pelo projeto que apostam na fruta para incrementar a renda familiar.

"Escolha bem a área de plantio, pois você trabalhará nela por anos", começa Minari. A terra não pode encharcar facilmente, nem ser rasa. A irrigação deve ser contínua para assegurar a colheita de duas a três vezes na semana. Outra dica importante é evitar áreas que recebam ventos do sul. "O vento frio é prejudicial às plantas de clima tropical", explica o técnico, que também coordena o projeto. Para atenuar o efeito dos ventos, a opção é utilizar barreiras como árvores, desde que a sombra não atrapalhe o desenvolvimento da planta, bastante dependente do sol.

O primeiro passo, a escolha das sementes, é importante. Procure empresas responsáveis que comercializem sementes selecionadas. Nessa etapa inicial já é preciso pensar na comercialização. Escolha os tipos de maracujá consumidos na sua região. Com as sementes em mãos, plante-as em sacos plásticos próprios para a produção de mudas, que tenham altura de no mínimo 25 cm, e permitem um bom desenvolvimento das raízes. É importante que cada recipiente tenha três sementes. A que melhor se desenvolver permanece, as outras são descartadas ou transferidas para outros sacos.

As mudas devem ser preparadas para serem plantadas a campo, no inicio das chuvas, que é a melhor época para o plantio definitivo. As covas, que deverão ser preparadas com antecedência de pelo menos 15 a 20 dias, deverão ter medidas de 30 cm de boca e igual profundidade. O cuidado com as formigas nessa fase deve ser redobrado.

IRRIGAÇÃO E CONDUÇÃO

"Irrigar não é apenas molhar. Irrigar é dar água para a planta na hora, na quantidade e no local que a planta precisa. No pé onde a planta se levanta do solo, não se deve molhar, pois estará apenas jogando água, sem aproveitamento para as raízes", adverte Minari. A irrigação deve ser feita nas extremidades da saia da planta, que é onde estão as raízes de absorção de água e nutrientes.

A condução da planta requer cuidados especiais, pois uma planta bem formada garante uniformidade de produção. Cada planta na parreira tem 5 metros para explorar, o que significa 2,5 m para cada lado. Devem ser eliminados todos os brotos laterais, conduzindo a haste principal, ficando apenas com dois ou quatro ramos, que formarão a copa da planta. Dois brotos se a espaldeira (cerca) for com um fio de arame ou quatro brotos se for com dois fios de arame.

"Uma poda necessária de se fazer é a que controla o crescimento lateral, pois se deixar por conta da planta, os ramos vão crescer vinte, trinta metros do pé da planta e nessas extremidades, os frutos que produzir, serão miúdos e sem valor comercial", ensina o técnico Agrícola aos produtores.

Na área de plantio do maracujazeiro, os trabalhos devem ser iniciados após nove horas da manhã, pois o sereno da noite estará seco. Entrar no pomar com umidade sobre as folhas pode ser prejudicial. Se houver algum foco de doença, poderá haver disseminação e o pequeno foco pode se tornar em um grande problema.

CUIDADOS COM PRAGAS E DOENÇAS

As pragas e doenças chegam pela ação do vento, por animais, ou seja, por causas naturais. A entrada de pessoas estranhas, podem também trazer problemas de saúde ao berçário das mudas. As doenças comprometem os frutos, como a verrugose que dá um aspecto estranho e deprecia o fruto para o mercado. A antracnose provoca podridão e mumificação dos frutos. Viroses e bacteriose comprometem a vida útil do pomar, podendo inviabilizar economicamente a atividade.

Para o produtor que não desenvolve a agricultura orgânica, produtos químicos podem ser usados em pulverizações regulares e criteriosas, com recomendação de um técnico. O operador deve usar Equipamento de Proteção Individual (EPI), com luvas, máscara, manga comprida, calça, e óculos. Para os produtores que praticam a agricultura orgânica, são utilizados produtos alternativos e específicos, também aplicados com critérios.

PARA SABER MAIS

Acesse o site do Território da Reforma.

FONTE

Sato Comunicação

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