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Embrapa avalia espécies nativas para recuperação ambiental na Amazônia

Publicado em 28/01/2009 na seção noticias :: Outros formatos: Texto e PDF

Pesquisadores da Embrapa Rondônia obtiveram, na última semana, indicadores de um experimento que avalia o desempenho de 11 espécies nativas com potencial para recuperação de áreas degradadas na Amazônia. Os dados revelam que, mesmo sem condições ideais de solo, o índice de sobrevivência das plantas nos seis primeiros meses foi superior a 99% e comprovam o rápido crescimento de algumas espécies na região. A pesquisa avança na coleta de informações ainda raras sobre o cultivo de árvores nativas na Amazônia.

Créditos: Embrapa
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O experimento é conduzido em uma unidade de observação de 3,86 hectares localizada no Campo Experimental de Presidente Médici, uma propriedade da Embrapa localizada na região central do Estado de Rondônia, a 400 quilômetros da capital, Porto Velho. Foram plantadas 262 mudas em uma pastagem cortada por um rio e impactada pela pecuária intensiva. O trabalho recupera área de preservação permanente e reserva legal, que são exigidos por lei e precisariam ser recompostos em inúmeras propriedades rurais da região.

Dentre as espécies plantadas, uma das que apresentou melhor desempenho foi a bandarra (guapuruvú ou garapuvú), uma leguminosa característica da floresta atlântica, mas que também ocorre naturalmente na região amazônica. No primeiro ano de acompanhamento, mudas com crescimento mais rápido alcançaram 1,6 metro de altura.

Outra árvore nativa que apresentou crescimento acelerado e alto índice de sobrevivência no experimento foi o sobrasil, também conhecido como sobraji, que ocorre naturalmente em matas abertas e pode alcançar 20 metros de altura na fase adulta. Mudas de ipê amarelo e jatobá também se mostraram aptas para a recuperação da área.
Créditos: Embrapa
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A pesquisadora Michelliny Bentes-Gama, da Embrapa Rondônia, explica que a área foi dividida em três seções para avaliar o desempenho das mudas plantadas em diferentes espaçamentos. Na primeira seção, a de menor densidade, foi adotado espaçamento de 10 por 10 metros. Dessa forma, as plantas apresentam bom crescimento, sem tortuosidade no tronco e sem competição por espaço, explica a pesquisadora. Nas outras duas seções foram adotados espaçamentos de cinco por cinco metros e de três por três metros, onde a competição é maior. O sucesso de cada espécie está sendo avaliado.

RECUPERAÇÃO NATURAL

Um dos pontos que chamou a atenção da equipe que acompanha o experimento foi a regeneração natural da área. Entre as árvores plantadas surgem mudas que nasceram naturalmente, influência de um remanescente natural de floresta que fica nas proximidades. "O fato de isolar a área, impedindo o acessos dos búfalos criados na propriedade, já favoreceu a regeneração natural da vegetação", explica a pesquisadora Michelliny.

O trabalho de recuperação ambiental é uma atividade de um projeto maior, intitulado Ações de transferência sobre manejo reprodutivo, sanitário e nutricional de búfalos leiteiros para pequenos produtores do Estado de Rondônia. Uma das preocupações do projeto é a sustentabilidade ambiental, de acordo o médico veterinário Marivaldo Figueiró, da Embrapa Rondônia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

A recuperação da mata ciliar é também uma exigência do Código Florestal, Lei Federal que estabelece como área de preservação permanente margens de rios, nascentes, entorno de lagoas, encostas, topo de morros e outras formações específicas. Além disso, a Lei exige a averbação de uma área de reserva legal para a preservação da fauna e da flora nativas, que varia de 50% a 80% da área das propriedades rurais de Rondônia.

FONTE

Embrapa Rondônia
Daniel Medeiros - Jornalista
Telefone (fax): (69) 3225-9387

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