O clima adverso é o principal fator da redução da safra nacional de grãos 2008/09, divulgada ontem (8/1) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 137 milhões de toneladas. O resultado, do quarto levantamento, é 4,9% menor que as 144,1 milhões de t do ciclo anterior. Por outro lado, a área plantada cresceu 0,2%, saindo de 47,42 milhões de hectares para 47,49 milhões de ha.
A única região com variação positiva na produção é o Sudeste, que cresceu 0,3% em relação à pesquisa de dezembro. Já o Sul é o mais atingido pelo clima. Houve estiagem em alguns estados e excesso de chuva em outros. A queda na produção desta região chega a 4,8%, ou seja, de 61 milhões de t projetadas em dezembro para 58,1 milhões de t.
MAIORES PERDAS NO PARANÁ
As maiores perdas estão no Paraná. A região litorânea de Santa Catarina também foi atingida pelas chuvas e o Oeste do estado pela seca. O milho primeira safra paranaense apresenta quebra de 19%, ou 1,6 milhão de t a menos, saindo de 8,6 milhões do último levantamento para 7 milhões de t. A soja diminuiu 6,5%, ou 783 mil t, passando de 12,1 para 11,3 milhões de t.
No Centro-Oeste a queda é menor, cerca de 0,7%, o que corresponde a uma diminuição de 332 mil t da produção total de grãos em todo o país. A região deve colher agora 46,5 milhões de t. As perdas estão na soja (241 mil t) e no milho primeira safra (103 mil t).
A pesquisa foi realizada no período de 15 de novembro a 19 de dezembro junto a representantes de entidades rurais das principais regiões produtoras e mobilizou técnicos da estatal em Brasília e nos estados.
PRODUÇÃO DE CAFÉ
A produção nacional de café beneficiado em 2009, estimada ontem (8/1) pela
Conab, deve ficar entre 36,9 e 38,8 milhões de sacas de 60 quilos. Os números são da primeira pesquisa da safra atual e representam uma redução, conforme o intervalo inferior ou superior, de 19,8% a 15,6% em relação à colheita passada, de 46 milhões de sacas, ou seja, uma diminuição média de 8,2 milhões de sacas.
O café tipo arábica, que corresponde a 74,6% do plantio total, varia entre 26,8 e 28,3 milhões de sacas, contra as 35,5 milhões do ano passado. A redução média é de 22,3% (8,6 a 7,2 milhões de sacas). Já o conilon ou robusta representa 25,4% da produção nacional e varia de 10 a 10,5 milhões de sacas.
Os principais fatores responsáveis por essa queda são o ciclo da baixa bienalidade da cultura em áreas do arábica, a irregularidade de chuvas e temperaturas elevadas, além de menor investimento nos tratos culturais e intensificação das podas que interferem na produtividade.
O estado de Minas Gerais detém 48,6% de toda produção do país, sendo 66% do arábica. Em segundo lugar vem o Espírito Santo com 25% da colheita total, com destaque para a produção do conilon, responsável por 69% da estimativa nacional.
A área de café sofreu redução de 0,5%, ou de 11,9 mil hectares. São 2,35 milhões contra 2,36 milhões de hectares registrados em 2008. Mais de 90% do plantio estão em produção e o restante dos cafezais em formação.
A pesquisa foi realizada no período de 16 a 29 de novembro do ano passado, junto a diversas instituições parceiras da
Conab nos principais estados produtores, como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná, Rondônia e Rio de Janeiro.
FONTE
Companhia Nacional de Abastecimento
Coordenadoria de Comunicação Social da Conab
Raimundo Estevam - Jornalista
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