Agrosoft Brasil

Agrosoft Brazil: International Edition in EnglishAGROSOFT BRAZIL: International Edition in English  

Jornal Agrosoft: Receba GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Agroecologia: a ciência emergente da Amazônia

artigos :: Por Editor em 03/01/2009 :: imprimir   pdf   enviar   celular

A utilização racional dos recursos naturais, a diminuição do uso de agrotóxicos, a eliminação de práticas agrícolas danosas ao solo e às águas, eliminando as queimadas, reduzindo o desmatamento e recuperando as áreas degradadas, são princípios que norteiam a agroecologia, um novo conceito de se fazer agricultura no Brasil. Na Amazônia, esse novo modo de olhar o desenvolvimento agropecuário ganha força e tem como apoio maior o Marco Referencial em Agroecologia da Embrapa publicado em 2006, que sinaliza para um movimento de renovação da Empresa, necessário para o alinhamento de sua missão às expectativas da sociedade, mobilizada em torno da importância da produção agrícola familiar.



Entre os estilos de agricultura destacam-se: a Agricultura Orgânica, os Sistemas Agroflorestais, a Agricultura Biológica, a Agricultura Biodinâmica e a Permacultura.
Neste sentido, não só no Amazonas, mas em toda a Amazônia existem diversas experiências de agricultura sustentável, com destaque para os sistemas diversificados de produção, como os sistemas agroflorestais ancorados pela diversidade de espécies, que proporcionam estabilidade e o bom desempenho dos processos ecológicos. Estes sistemas, quando planejados com objetivo de geração de renda dos produtores, são bastante eficientes e produtivos. Sendo assim, os sistemas agroflorestais são experiências locais que podem validar os princípios, e enriquecer a própria concepção teórica de Agroecologia.

Além disso, as populações tradicionais da Amazônia, desenvolveram conhecimentos no que se refere aos diferentes tipos de uso da terra, como o agroextrativismo e o processo de domesticação das plantas cultivadas; a exemplo do cupuaçuzeiro, uma espécie nativa, domesticada basicamente nas condições dos pomares caseiros (quintais), do guaraná, domesticado no ambiente dos roçados, isto, sem falar da grande variedade e tipos mandioca selecionada pelas populações tradicionais e sistematizada pela pesquisa cientifica. Todo esse saber desenvolvido por essa população é de grande valia na construção do conhecimento agroecológico.

Não obstante a tudo isso, todas as unidades da Embrapa na Amazônia, a partir do inicio da década de noventa, quando foram transformadas em Centro de Pesquisa Agroflorestal, iniciaram pesquisas com ênfase em estilos de agricultura sustentável. Os resultados destas pesquisas, positivos e negativos, certamente servirão para ajudar na construção dessa nova base epistemológica e metodológica em agroecologia.

No Amazonas, tanto a Embrapa, como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e outros órgãos oficiais e não oficiais desenvolveram experiências na concepção agroecológica. Tais como: sistemas de produção (tipo sistemas agroflorestais, agricultura orgânica e permacultura); desenvolvimento de inseticidas naturais (como o uso da manipueira (tucupi) para controle do pulgão preto em citros), manejo e adaptação de várias fontes de adubos: como: composto de resíduos vegetais, compostagem com folhas de ingá, composto de minhoca e biofertilizantes liquido, entre outras práticas agroecológicas, como o manejo de tucumanzeiro, castanheiras e guaranazeiro em roçados.

No Amazonas, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), incentivou e conseguiu associar mais de 100 produtores, de diferentes comunidades e municípios do Estado, para formar a Rede e Agricultores Tradicionais do Amazonas (Reata), que possuem em comum, atividades rurais e agrícolas com ênfase nos princípios agroecológicos. A Reata constitui-se de um espaço aberto e interligado, onde agricultores familiares, técnicos, organizações governamentais e não governamentais, se articulam e integram os esforços visando a uma prática agrícola de base ecológica e à preservação dos recursos naturais da floresta amazônica.

Os participantes da Reata seguem 12 princípios básicos: Raízes da vida, Mesa farta, Farmácia viva, Sementes cabocla, Peixe na mesa, no igaparé, Imitando a floresta, Autonomia, Doce mel, Saber caboclo, Troca-troca, Beneficiamento e Comercialização (maiores informações pelo gtzidam@uol.com.br).

AUTORIA

Silas Garcia Aquino de Souza
Engenheiro Agrônomo
Especialista em Sistemas Agroflorestais
Pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental
Manaus - Amazonas

Links referenciados

Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
www.inpa.gov.br

Articulação Nacional de Agroecologia
www.agroecologia.org.br

Universidade Federal do Amazonas
www.ufam.edu.br

Embrapa Amazônia Ocidental
www.cpaa.embrapa.br

gtzidam@uol.com.br
gtzidam@uol.com.br

Embrapa
www.embrapa.br

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

Jornal Agrosoft
Clique aqui para receber GRÁTIS

www.agrosoft.org.br     © 2009 Agrosoft Brasil         Fale Conosco        Serviços