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Mosca Doméstica: Pequeno Inseto - Grande problema

artigos :: Por Editor em 20/12/2008 :: imprimir   pdf   enviar   celular

A espécie Musca domestica, conhecida vulgarmente como mosca doméstica é um inseto cosmopolita de grande importância higiênico-sanitária, devido aos seus hábitos alimentares e seu estreito convívio com homens e animais. Esta espécie pode transportar uma grande variedade de agentes patogênicos, ocasionando diversas patologias no homem, tais como bacterioses, viroses, protozooses e helmintoses, mediante a contaminação dos alimentos, água e de diversos utensílios através da saliva, fezes e do corpo.



Para os animais M. domestica atua como veiculadoras de bactérias, de cistos de protozoários, hospedeiros transporte de diversos helmintos, além de ser uma importante vetora dos ovos do díptero Dermatobia hominis, conhecida como mosca do berne.

A mosca doméstica possui um ciclo de vida simples e rápido, principalmente em épocas de umidade e temperatura elevada. As fêmeas, após a cópula, realizam a postura de seus ovos em matéria orgânica (principalmente em palhadas contendo fezes e em porções de rações fermentadas). Após 24 horas eclodirão as larvas, que continuarão na matéria orgânica se alimentando até o momento em que irão se enterrar no solo para a realização da muda ou ecdise, originando a pupa. Após a fase de pupa surgirão novamente moscas machos e fêmeas. O ciclo completo de ovo a adulto ocorre geralmente, quando em condições climáticas favoráveis, entre 7 e 10 dias.

É justamente na época de maior concentração de moscas domésticas que ocorrem importantes etapas da Bovinocultura leiteira – lactação e nascimento de bezerros. Portanto será no local da ordenha e no local de criação de bezerros que haverá o maior número de moscas na propriedade leiteira.

Fatores como materiais de ordenha mal higienizados, latões de leite abertos, resíduos de leite e fezes no curral e próximo ao local da ordenha tornam-se um atrativo para estas moscas que, além de fornecer a matéria orgânica necessária para o desenvolvimento de suas larvas, propicia o contato das moscas adultas com agentes patogênicos aos animais, contaminando assim o ambiente, os alimentos e utensílios utilizados na ordenha e na criação de bezerros.

Esta mosca está diretamente relacionada a casos de mastites em rebanhos leiteiros, devido ao seu hábito de se alimentar das gotículas de leite que saem dos tetos. Com isso este pequeno inseto gera uma série de complicações dentro do manejo do rebanho, dentre outros, pelo fato de ocasionar gastos com tratamentos da mastite e pela diminuição da produção leiteira na propriedade.

O produtor de leite deve ter em mente que a falta de higiene nas instalações pode influenciar de forma direta a infestação de moscas, afetando assim a qualidade do produto e conseqüentemente afetando a economia da propriedade.

AUTORIA

Flávio Barros Sant´Anna
Médico Veterinário
Dr. em Ciências Veterinárias pela UFRRJ
Pesquisador da Embrapa Cerrados
BR 020, km 18, Rod. Brasília-Fortaleza
CEP 73310-970 - Planaltina, DF

Links referenciados

Flávio Barros Sant´Anna
flavio.barros@cpac.embrapa.br

Embrapa Cerrados
www.cpac.embrapa.br

UFRRJ
www.ufrrj.br

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