O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, voltou a cobrar ontem (12/12) a redução dos subsídios concedidos a agricultores dos países ricos. Em discurso na cerimônia comemorativa dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, na representação da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, o chanceler brasileiro afirmou que a redução dos subsídios também é uma medida de direitos humanos.
"O acesso à saúde e à medicina é reconhecido como direitos humanos essenciais. A redução do enorme volume de subsídios generosamente concedidos ao setor agrícola dos países ricos, em detrimento dos agricultores nos países em desenvolvimento, melhoraria, igualmente, as condições de vida de centenas de milhões de pessoas. Essa também é uma forma de trabalhar a favor dos direitos humanos", disse Amorim.
Ele afirmou ainda que a recente crise alimentar, energética e financeira mostra "a extensão da relação intrínseca entre os direitos humanos e a agenda social e econômica".
O chanceler brasileiro também pediu a "reforma das instituições internacionais" e maior participação dos países em desenvolvimento nas decisões da ONU. O Brasil, há anos, luta para para assumir uma cadeira como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.
"Não pode haver total respeito aos direitos humanos em um mundo onde prevalece a desigualdade entre pessoas e nações. A reforma das instituições internacionais, com maior participação dos países em desenvolvimento em suas decisões, é essencial para assegurar uma governança justa e eficaz, sem a qual continuará a vigorar a injustiça", afirmou o chanceler brasileiro.
O ministro disse ainda que o Brasil, assim como os demais países da América Latina, tem avançado na defesa e preservação dos direitos humanos dentro do que prevê a Declaração Universal da ONU.
RODADA DOHA
Após o anúncio de que não haverá reuniões ministeriais em Genebra, na Suíça, para retomar a Rodada Doha (que negocia a derrubada de barreiras comerciais entre os países), a
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou ontem (12/12) nota em que lamenta a atitude do diretor-geral da
Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, e elogia a postura do Brasil nas negociações.
De acordo com a nota, a
Fiesp considera correta a postura adotada pelo Brasil, buscando ativamente alcançar um acordo ambicioso e equilibrado.
"Um acordo da Rodada Doha seria um importante instrumento no combate à crise mundial", afirmou o presidente da
Fiesp, Paulo Skaf. "A conclusão de um acordo da Rodada Doha permitirá o fortalecimento do sistema multilateral de comércio, garantindo ao Brasil ganhos expressivos, necessários ao desenvolvimento da economia", diz a nota da
Fiesp.
No texto, a
Fiesp manifesta preocupação com a possibilidade da retomada das negociações de Doha ficar prejudicada no curto prazo com o novo cenário econômico mundial.
FONTE
Agência Brasil
Ivan Richard e Ivy Farias
Repórteres
Links referenciados
Federação das Indústrias do Estado de São Paulowww.fiesp.com.br
Organização Mundial do Comérciowww.wto.org
Organização das Nações Unidaswww.onu-brasil.org.br
Agência Brasilwww.agenciabrasil.gov.br
Fiespwww.fiesp.com.br
Jornal Agrosoft
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