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Chuvas impõe pesadas perdas na agricultura catarinense

noticias :: Por Editor em 01/12/2008 :: imprimir   pdf   enviar   celular


Chuvas impõe pesadas perdas na agricultura catarinense: O Porto de Itajaí que gera 70% da renda do municipio está fechado por danos causados pela força das águas. O transbordamento do rio Itajaí Açú destruiu grande parte do cais do terminal
Créditos: Wilson Dias/ABr
A produção agropecuária das regiões de Santa Catarina mais atingidas pelas chuvas já dá sinais de forte queda. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), que vem fazendo o levantamento dos prejuízos causados pelo excesso de chuvas em várias áreas do estado nos últimos 90 dias, afirma que as perdas da safra são "assustadoras".



As lavouras de feijão são as que mais sofrem. A estimativa é de que, dos 70 mil produtores do grão no estado, cerca de 80% tenham sido prejudicados. A colheita de 150 mil toneladas prevista anteriormente pode cair pela metade, causando um prejuízo de R$ 124 milhões, segundo a Faesc.

Em seguida vem a cebola, com prejuízos estimados em R$ 100 milhões. A informação da federação é de que todos os 18 mil produtores de Santa Catarina foram atingidos e a produção prevista de 400 mil toneladas deve ter quebra de 50%. A safra de arroz do estado, que poderia chegar a 1,1 milhão de toneladas, já foi reavaliada para 935 mil toneladas, um prejuízo de R$ 96 milhões.

Estima-se que pelo menos 20% da safra de fumo seja perdida no estado, representando R$ 48 milhões a menos nas mãos dos fumicultores. O trigo, que teve sua produção estimulada pelo Governo Federal e devia ter uma colheita de 250 toneladas, terá perda de 20%, avaliados em R$ 23 milhões. Segundo a Faesc, os produtores de mel devem perder 50% de sua produção pré-estimada em 5 mil toneladas, um prejuízo de R$ 12,5 milhões.

A produção de leite teve a média diária reduzida em 10% e os 75 mil produtores do estado deixarão de arrecadar R$ 6 milhões. Os pecuaristas de gado de corte perderão R$ 5 milhões. De acordo com a Ceasa, todos os produtores catarinenses de hortaliças foram atingidos e o prejuízo deve chegar a 80%, ou cerca de R$ 1 milhão.

Já os agricultores de soja e milho tem um problema contrário. Eles já começam a temer a falta de chuva em algumas regiões do estado onde não chove há 15 dias. "O quadro é grave para a agricultura como um todo. Onde não há excesso, há falta de chuva. Nesse momento, é muito difícil calcular o valor real do rombo, mas sabemos que é muito dinheiro", explicou o vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri.

PORTO DE ITAJAÍ

O Porto de Itajaí, maior terminal de carga de congelados do país e o segundo em movimentação de containeres, está com suas atividades paralisadas devido às enchentes provocadas pelas chuvas que causaram o transbordamento do Rio Itajaí Açú, provocando danos nos cais de atracação.

O superintendente do porto Arnaldo Schmitt Junior, informou à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que parte do terminal poderá entrar em operação em duas semanas. "Acredito que nas duas próximas semanas já voltamos a operar", disse.

De acordo com o superintendente a velocidade das águas foi muito grande, arrancando parte da área de atracação e levando todo concreto para o canal de navegação das embarcações.

"As águas movimentaram o leito do rio de tal maneira, que o canal por onde passa os navios ficou disforme, não sabemos a profundidade que tem agora esse canal. Uma batimetria [medição do canal de navegação] deve ficar pronta hoje (29/11)", disse.

Schmitt disse que os custos diário com a paralisação do porto são enormes, pois o terminal movimenta cerca de U$ 1 bilhão por mês, o que dá uma média de prejuízo/dia de U$ 35 milhões.

O superintendente do Porto de Itajaí explicou que a rapidez na liberação dos recursos está sendo fundamental para a recuperação do porto.

"Por questão de justiça tenho que ressaltar a Medida Provisória 448 que prevê um montante de R$ 350 milhões para as obras de emergência no Porto de Itajaí", disse.

Para o porto voltar a operar, segundo o superintendente, o cais tem que estar em condições de receber os navios.

"Vamos tentar nos próximos dias colocar em operação dois berços [cais], os que foram menos avariados. Um deles, o berço zero, nunca foi usado, estava em construção. Entretanto mesmo com essas obras, para o porto funcionar o rio terá que ser dragado. O porto não volta de imediato com 100% de sua capacidade, mas vamos tentar pelo menos 80%", estimou.

O superintendente do Porto de Itajaí, Arnaldo Schmitt Júnior, descartou qualquer possibilidade de transferir a movimentação de navios para o porto vizinho de Navegantes, "pois para entrar nos dois terminais o mesmo canal tem que ser usado e ele está obstruído, tem que ser dragado", explicou.

FONTE

Agência Brasil
Danilo Macedo e Lúcia Norcio
Repórteres

Links referenciados

Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina
www.faesc.com.br

Empresa Brasil de Comunicação
www.ebc.tv.br

Porto de Itajaí
www.portoitajai.com.br

Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

Governo Federal
www.brasil.gov.br

Faesc
www.faesc.com.br

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