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Criação em cativeiro garante preservação do pirarucu

Publicado em 28/11/2008 na seção noticias :: Outros formatos: Texto e PDF

O Projeto Estruturante Pirarucu da Amazônia, desenvolvido pelo Sebrae e parceiros na Região Norte, vem superando as expectativas de preservação da espécie por meio da criação do peixe em cativeiro para exploração comercial, reduzindo substancialmente a pressão sobre os estoques naturais. Além disso, apresenta resultados sociais concretos, através da geração de emprego e renda para populações tradicionais.

Créditos: Divulgação
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A avaliação é de José Altamiro da Silva, gerente da Unidade de Atendimento Coletivo Agronegócios e Territórios Específicos do Sebrae Nacional, a cuja carteira é vinculado o projeto. Ele acredita que o trabalho contribui para a preservação da espécie, que já esteve ameaçada de extinção.

José Altamiro esteve recentemente em Pimenta Bueno (RO), onde participou de uma série de atividades relativas ao Projeto Pirarucu da Amazônia – palestras, visitas a criames, reuniões técnicas e participação na primeira edição do Festival Gastronômico do Pirarucu, reunindo centenas de pessoas para saborear ao menos seis pratos à base do peixe fresco.

A carne utilizada na confecção dos pratos foi de pirarucu fresco – o costume, até bem pouco tempo, na região, era comer o peixe salgado, a exemplo do bacalhau – resultado da primeira despesca dos tanques mantidos pelo projeto estruturante. "O que temos, hoje, é a confirmação de que a proposta do projeto superou a expectativa. Embora com períodos de engordas diferentes, a espécie tem ultrapassando os 12 quilos em todos os Estados", afirmou o representante do Sebrae Nacional.

Para José Altamiro, outro dos vários elementos que vão garantir a sustentabilidade do projeto é que o pirarucu tem um forte apelo comercial. É um peixe típico da Amazônia, e esteve sob risco de extinção, problema que, felizmente, já foi superado. "O peixe é da Amazônia, vende muito bem, tem uma carne saborosa e esteve em risco de extinção. Há ainda o cunho social, com efeitos positivos sobre as comunidades ribeirinhas, o que evita a pesca predatória".

Além do representante do Sebrae Nacional, também estiveram em Pimenta Bueno – a 500 km da capital Porto Velho – coordenadores e responsáveis pelo Projeto Estruturante Pirarucu da Amazônia de vários Estados e também empresários no ramo, que tiveram a oportunidade de conhecer também o trabalho desenvolvido com outra importante espécie de peixe: o tambaqui.

"Isso tudo, o empenho de parceiros e, principalmente, a confiança no projeto, evita a pesca predatória, sobretudo nos estoques naturais. Além disso, o peixe (pirarucu) hoje tem um aproveitamento muito grande da carcaça, oferece uma carne macia, facilitando a culinária, inclusive a japonesa, entre variados tipos de pratos", disse José Altamiro da Silva.

Ao final, Altamiro disse esperar que o pirarucu gere ganho a produtores e que esses possam também descobrir a ração adequada. "A criação em cativeiro é muito boa, trabalhando o peixe em seu habitat natural, diminuindo a pressão sobre os estoques naturais em lagos, logos e rios. Paralelamente a isso, as unidades podem fornecer alevinos para quem precisa, o que é um fator muito importante para o mercado".

FONTE

Sebrae em Rondônia
William Jorge Heron - Jornalista
Telefone: (69) 3451-4068

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