A visita do presidente russo, Dimitri Medvedev, ao Brasil, após o encontro da APEC que termina amanhã (22/11) em Lima, no Peru, será importante para a redefinição das cotas de exportações brasileiras de carne suína e de frango para a Rússia. A opinião é do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Valdir Colatto (PMDB/SC), que se reuniu ontem (20/11) com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) Inácio Kroetz.
O deputado considera "preocupante" a decisão do governo russo de reduzir as cotas de importação em 500 mil toneladas por ano de frango e suínos, anunciado esta semana. Ele argumenta, no entanto, que o Brasil tem reduzido a dependência em relação ao mercado russo nos últimos anos.
"Sabemos que a Rússia é um mercado oscilante. Por isso, o Brasil passou a buscar outros destinos para aves e suínos. Santa Catarina e o Brasil precisam que as relações comerciais com a Rússia se fortaleçam e acredito que grande parte destas exportações continuará sendo escoada pelos portos catarinenses", salientou.
Colatto diz que é fundamental a reclassificação do Brasil na distribuição das cotas de importação pelo governo russo. Hoje o país é classificado dentro da categoria "outros", o que, segundo ele, provocou declínio dos embarques para aquele mercado.
Durante reunião da Comissão Intergovernamental Brasil-Rússia de Cooperação Econômica, Comercial, Cientifica e Tecnológica (5ª CIC), realizada nos dias 17 e 18/11 em Brasília, representantes da
Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) e da
Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef) sugeriram que seja adotado o princípio de Nação Mais Favorecida, previsto nas normas de comércio internacional, o que terminaria com a discriminação.
Com adoção deste princípio acabam os privilégios hoje vigentes para exportadores como Estados Unidos e União Européia, que detêm a maior parte do fornecimento ao mercado russo. E as cotas seriam disputadas igualmente por todos os países, com base na melhor oferta.
De acordo com o secretário Inácio Kroetz, o Ministério da Agricultura está acertando detalhes para a exportação de carne suína e de frango para a China, Índia, Indonésia e de frango para a África do Sul. "O Brasil está apostando em novos parceiros comerciais. Por mais que a crise internacional tenha afetado os mercados, o nosso país se beneficia desta situação porque é um grande exportador de alimentos", concluiu.
A redução das importações pela Rússia se deve a um programa de mais de US$ 800 milhões extras por ano para financiar a agricultura daquele país no período de 2009 a 2012. Cerca de 20% desse montante será destinado à indústria de carne suína e de frango.
FONTE
Frente Parlamentar da Agropecuária
Vinícius Tavares - Jornalista
Telefone: (61) 3215-3610
Links referenciados
Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suínawww.abipecs.org.br
Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangoswww.abef.com.br
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimentowww.agricultura.gov.br
Frente Parlamentar da Agropecuáriawww.fpagropecuaria.com.br
Vinícius Tavaresvinícius@ptexto.com.br
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