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Alunos da UnB desenvolvem software que ajuda no aprendizado do idioma japonês

softwares :: Por Editor em 21/11/2008 :: imprimir   pdf   enviar   celular


Alunos da UnB desenvolvem software que ajuda no aprendizado do idioma japonês: Como funciona o software - Tela 1
Créditos: UnB
O Brasil é o país que possui a maior colônia estrangeira de japoneses. Calcula-se que cerca de 1,5 milhão de descendentes vivam em nosso território, filhos dos quase 200 mil japoneses que desembarcaram por aqui na primeira metade do século passado. Agora, a direção do fluxo migratório mudou. Nos últimos 25 anos, é cada vez maior a emigração de brasileiros para a terra do sol nascente, fator que aumenta no Brasil o interesse pela cultura e pela língua japonesa.



O idioma tem característica ideográfica. É um desafio estudá-lo. Para diminuir as dificuldades e aumentar o rendimento dos estudantes do primeiro semestre do curso de Letras/Japonês da Universidade de Brasília (UnB), o ex-aluno George Moroni criou um software que auxilia no aprendizado da língua. O projeto foi apresentado como trabalho de conclusão da graduação.

O programa de computador funciona online, na plataforma Moodle, voltada para educação a distância. A idéia de Moroni foi adaptada com a ajuda dos alunos de Letras/Japonês Marcelo Xavier e Filipe Ferreira Adão. Atualmente, o software é utilizado apenas para as aulas no Departamento de Letras da UnB, mas tem potencial para ser adaptado a outros cursos e idiomas.


Alunos da UnB desenvolvem software que ajuda no aprendizado do idioma japonês: Como funciona o software - Tela 2
Créditos: UnB
A ferramenta traz os dois silabários do japonês – hiragana e katakana – cada um com 46 caracteres. O aluno pode consultar qualquer uma das bases, clicando nas letras e ouvindo o som a que correspondem (veja explicação nas imagens).

CARÊNCIA

A idéia de criar o software surgiu após o autor constatar que, no Brasil, não há recursos adequados para aprender japonês. Os livros utilizados no curso da UnB são da década de 1970, contêm design ultrapassado e o áudio foi adaptado de fitas cassete. "O material está defasado. As editoras não têm interesse em produzir algo voltado para a licenciatura em japonês", explica Moroni.

Outra dificuldade é que a maioria dos calouros entra no curso sem nenhum conhecimento na língua. Com isso, os professores do primeiro semestre gastam muito tempo das aulas para alfabetizar os estudantes. O software desenvolvido por Moroni possibilita o treino em casa e acompanha o ritmo de cada aluno.

COMPLEMENTO


Alunos da UnB desenvolvem software que ajuda no aprendizado do idioma japonês: Como funciona o software - Tela 3
Créditos: UnB
Além de capacitar para a escrita, o programa de computador reúne vídeos e documentos com os conteúdos das aulas ministradas na universidade. Após um ano, o projeto cresceu e hoje conta com uma equipe de 15 pessoas para dar continuidade à iniciativa. Monitores da disciplina Japonês I auxiliam na adaptação do conteúdo que será colocado na internet.

A participação dos alunos é uma das formas de exercitar o didatismo, proposta da licenciatura em Japonês. Uma professora do curso revisa o conteúdo para, então, ser colocado na rede. "Nossa idéia é chegar ao estudante da forma mais simples possível. O exercício dá uma chance aos futuros professores para que desenvolvam um método de ensino", afirma Moroni.

INFLUÊNCIAS

A escrita japonesa tradicional é o kanji. Os ideogramas têm origem chinesa e representam diversas palavras. Em 1981, o Ministério da Educação japonês definiu uma lista com 1.945 kanjis oficiais.

Para o dia-a-dia, os japoneses utilizam dois silabários que facilitam a escrita – hiragana e katakana. A base de cada um deles tem 46 caracteres, mas, com as diferenças de sons, o número salta para 61.

Geralmente, os estudantes aprendem primeiro o hiragana. O katakana é um silabário criado para a escrita de onomatopéias, nomes de animais ou apenas para dar ênfase à determinada palavra no texto. Outra utilização do silabário é na transcrição de expressões estrangeiras adaptadas ao japonês. Os orientais costumam importar muitas palavras de outros países, especialmente dos Estados Unidos.

A influência é tão forte que, em alguns casos, os japoneses sequer sabem como é a palavra originalmente em japonês.

PERFIL


Alunos da UnB desenvolvem software que ajuda no aprendizado do idioma japonês: George Moroni Teixeira
Créditos: Daiane Souza/UnB Agência
George Moroni Teixeira é graduado em Letras/Japonês pela Universidade de Brasília (UnB). Atualmente trabalha como voluntário no desenvolvimento do software de ensino de japonês.

Marcelo Xavier é técnico em análise de sistemas e aluno do 2º semestre de Letras/Japonês.

Filipe Ferreira Adão é aluno do 3º semestre de Letras/Japonês.

CONTATO

George Moroni Teixeira
E-mail: tenno.kun@gmail.com

Marcelo Xavier
E-mail: marceloxavier28@yahoo.com.br

Filipe Ferreira Adão
E-mail: filipii.fa@gmail.com

FONTE

Universidade de Brasília
Secretaria de Comunicação da UnB
Carolina Vicentin - Jornalista

Links referenciados

Secretaria de Comunicação da UnB
www.secom.unb.br

marceloxavier28@yahoo.com.br
marceloxavier28@yahoo.com.br

Ministério da Educação
www.mec.gov.br

Universidade de Brasília
www.unb.br

filipii.fa@gmail.com
filipii.fa@gmail.com

tenno.kun@gmail.com
tenno.kun@gmail.com

Carolina Vicentin
carolina@unb.br

UnB
www.unb.br

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