

Alunos da UnB desenvolvem software que ajuda no aprendizado do idioma japonês: Como funciona o software - Tela 1
Créditos: UnBO Brasil é o país que possui a maior colônia estrangeira de japoneses. Calcula-se que cerca de 1,5 milhão de descendentes vivam em nosso território, filhos dos quase 200 mil japoneses que desembarcaram por aqui na primeira metade do século passado. Agora, a direção do fluxo migratório mudou. Nos últimos 25 anos, é cada vez maior a emigração de brasileiros para a terra do sol nascente, fator que aumenta no Brasil o interesse pela cultura e pela língua japonesa.
O idioma tem característica ideográfica. É um desafio estudá-lo. Para diminuir as dificuldades e aumentar o rendimento dos estudantes do primeiro semestre do curso de Letras/Japonês da
Universidade de Brasília (UnB), o ex-aluno George Moroni criou um software que auxilia no aprendizado da língua. O projeto foi apresentado como trabalho de conclusão da graduação.
O programa de computador funciona online, na plataforma Moodle, voltada para educação a distância. A idéia de Moroni foi adaptada com a ajuda dos alunos de Letras/Japonês Marcelo Xavier e Filipe Ferreira Adão. Atualmente, o software é utilizado apenas para as aulas no Departamento de Letras da
UnB, mas tem potencial para ser adaptado a outros cursos e idiomas.


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Créditos: UnBA ferramenta traz os dois silabários do japonês – hiragana e katakana – cada um com 46 caracteres. O aluno pode consultar qualquer uma das bases, clicando nas letras e ouvindo o som a que correspondem (veja explicação nas imagens).
CARÊNCIA
A idéia de criar o software surgiu após o autor constatar que, no Brasil, não há recursos adequados para aprender japonês. Os livros utilizados no curso da
UnB são da década de 1970, contêm design ultrapassado e o áudio foi adaptado de fitas cassete. "O material está defasado. As editoras não têm interesse em produzir algo voltado para a licenciatura em japonês", explica Moroni.
Outra dificuldade é que a maioria dos calouros entra no curso sem nenhum conhecimento na língua. Com isso, os professores do primeiro semestre gastam muito tempo das aulas para alfabetizar os estudantes. O software desenvolvido por Moroni possibilita o treino em casa e acompanha o ritmo de cada aluno.
COMPLEMENTO


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Créditos: UnBAlém de capacitar para a escrita, o programa de computador reúne vídeos e documentos com os conteúdos das aulas ministradas na universidade. Após um ano, o projeto cresceu e hoje conta com uma equipe de 15 pessoas para dar continuidade à iniciativa. Monitores da disciplina Japonês I auxiliam na adaptação do conteúdo que será colocado na internet.
A participação dos alunos é uma das formas de exercitar o didatismo, proposta da licenciatura em Japonês. Uma professora do curso revisa o conteúdo para, então, ser colocado na rede. "Nossa idéia é chegar ao estudante da forma mais simples possível. O exercício dá uma chance aos futuros professores para que desenvolvam um método de ensino", afirma Moroni.
INFLUÊNCIAS
A escrita japonesa tradicional é o kanji. Os ideogramas têm origem chinesa e representam diversas palavras. Em 1981, o
Ministério da Educação japonês definiu uma lista com 1.945 kanjis oficiais.
Para o dia-a-dia, os japoneses utilizam dois silabários que facilitam a escrita – hiragana e katakana. A base de cada um deles tem 46 caracteres, mas, com as diferenças de sons, o número salta para 61.
Geralmente, os estudantes aprendem primeiro o hiragana. O katakana é um silabário criado para a escrita de onomatopéias, nomes de animais ou apenas para dar ênfase à determinada palavra no texto. Outra utilização do silabário é na transcrição de expressões estrangeiras adaptadas ao japonês. Os orientais costumam importar muitas palavras de outros países, especialmente dos Estados Unidos.
A influência é tão forte que, em alguns casos, os japoneses sequer sabem como é a palavra originalmente em japonês.
PERFIL


Alunos da UnB desenvolvem software que ajuda no aprendizado do idioma japonês: George Moroni Teixeira
Créditos: Daiane Souza/UnB AgênciaGeorge Moroni Teixeira é graduado em Letras/Japonês pela
Universidade de Brasília (UnB). Atualmente trabalha como voluntário no desenvolvimento do software de ensino de japonês.
Marcelo Xavier é técnico em análise de sistemas e aluno do 2º semestre de Letras/Japonês.
Filipe Ferreira Adão é aluno do 3º semestre de Letras/Japonês.
CONTATO
George Moroni Teixeira
E-mail:
tenno.kun@gmail.com
Marcelo Xavier
E-mail:
marceloxavier28@yahoo.com.br
Filipe Ferreira Adão
E-mail:
filipii.fa@gmail.com
FONTE
Universidade de Brasília
Secretaria de Comunicação da UnB
Carolina Vicentin - Jornalista
Links referenciados
Secretaria de Comunicação da UnBwww.secom.unb.br
marceloxavier28@yahoo.com.brmarceloxavier28@yahoo.com.br
Ministério da Educaçãowww.mec.gov.br
Universidade de Brasíliawww.unb.br
filipii.fa@gmail.comfilipii.fa@gmail.com
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Carolina Vicentincarolina@unb.br
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