O relatório preliminar das auditorias do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS), do Departamento de Agricultura Norte-Americano (USDA), em frigoríficos de carne bovina apontou significativa melhora na avaliação das garantias da certificação de produtos brasileiros. O documento, que deverá ser ratificado em Washington (EUA), poderá indicar a retomada da importação de carne bovina industrializada dos estabelecimentos habilitados para aquele mercado.
O assunto foi tratado, ontem (5/9), em reunião de representantes da Secretaria de Defesa Agropecuária do
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e inspetores do FSIS/USDA, em São Paulo (SP). "O anúncio oficial está previsto para a próxima semana, seguindo o cronograma acordado na reunião de Washington, em agosto, e a expectativa é de que seja favorável ao Brasil", informou o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz.
Há 10 dias, os auditores norte-americanos estão em missão no Brasil, onde inspecionaram quatro dos 21 estabelecimentos que exportam para aquele mercado. A visita faz parte do acordo entre os dois países para a retomada da emissão do Certificado Sanitário Internacional para a carne bovina processada que irá para o mercado dos EUA. Antes da vinda dos inspetores, o Ministério da Agricultura promoveu treinamento e reciclagem de técnicos do
Serviço de Inspeção Federal (SIF), das plantas frigoríficas, além de promover auditorias com equipes especialmente capacitadas no programa.
IMPORTÂNCIA DA QUESTÃO SANITÁRIA PARA A SUINOCULTURA
A problemática da febre aftosa no Brasil foi um dos temas principais dos debates do Fórum Internacional da Carne Suína, realizado na manhã de ontem, dia 5, na Casa RBS, em Esteio, durante a
Expointer 2008. A exportação da carne suína brasileira é recente e ainda atende a um número restrito de países, e para avançar para novos mercados a sanidade é o principal obstáculo.
O presidente da
Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro Camargo Neto, destacou que a sanidade é fundamental para que o Brasil lidere a exportação de carne suína no mundo. Segundo ele, as barreiras externas tendem a cair se o Brasil fizer sua "lição de casa".
– A exportação é um vetor de transformação da suinocultura brasileira: posição geográfica, clima, povo trabalhador e tecnologia. Apesar de termos chegado depois, vamos responder mais rápido e melhor do que as outras cadeias produtivas – afirmou.
O conselheiro de Agricultura, Pesca e Alimentação da Embaixada da Espanha no Brasil, Jesus Zapatero, afirmou que é difícil encontrar carne suína no Exterior, e que falta marketing para o setor.
– O Brasil é muito competitivo no mercado externo, mas na Espanha, por exemplo, o único tipo de carne suína que encontro é lombo congelado – disse.
O chefe do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty, Rodrigo da Costa Fonseca, destacou que o Brasil tem que estar atento aos novos mercados.
– O Brasil tem vocação irresistível para ser exportador em qualquer área. Por que não pensar, por exemplo, nos países da América do Sul?
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, saudou os participantes do debate com um depoimento gravado. Ele destacou que o momento do agronegócio é bom e que os preços estão estabilizados.
– O mercado cresce, as pessoas ganham mais e aumenta o consumo. O Brasil tem todas as condições de responder a demanda mundial por alimentos – disse.
FONTES
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
Canal Rural
Marcelo Machado - Jornalista
Links referenciados
Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suínawww.abipecs.org.br
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimentowww.agricultura.gov.br
Serviço de Inspeção Federalwww.agricultura.gov.br/portal/page?_page
id=33,961057&_dad=portal&_schema=PORTAL
Expointer 2008www.expointer.rs.gov.br
Canal Ruralwww.canalrural.com.br
Abipecswww.abipecs.org.br
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