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Seminário avalia as vantagens do cultivo de eucalipto

eventos :: Por Editor em 05/09/2008 :: imprimir   pdf   enviar   celular

Lucro e respeito ao meio ambiente é tudo que o produtor e empresário consciente precisa ter para entrar e se manter no cada vez mais competitivo mercado. O eucalipto ganha força como símbolo dessas duas grandes metas dos produtores. Minas Gerais tem solo e clima propícios para a produção de eucalipto e tem, também, o maior parque siderúrgico brasileiro.



Para embasar de forma consistente o crescimento de mais esta cultura, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) promove o Seminário Regional do Eucalipto, no próximo dia 12 de setembro, em Santo Antônio do Monte, região Centro-Oeste de Minas, há 195 km de Belo Horizonte. O município de Santo Antônio do Monte foi escolhido para sediar o evento por ser um dos principais produtores de eucalipto de Minas Gerais.

Com esse evento, a Epamig cumpre sua missão de apresentar soluções e inovações tecnológicas para o desenvolvimento sustentável do agronegócio. E nesse trabalho está incluído o segmento silvicultura. A Epamig tem, dentre os seus 10 programas de pesquisa o de Meio Ambiente e Silvicultura.

Durante esse seminário, pesquisadores da Epamig, Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Fundação João Pinheiro, apresentarão práticas de plantio, métodos de colheita, perspectivas de mercado, dentre outros temas, que possibilitarão aos que já são produtores e aos que se interessam pela cultura, a aquisição de metodologias e técnicas corretas para o manejo do eucalipto e o modelo desenvolvido para seu cultivo na região Centro-Oeste de Minas.

O objetivo é tornar o plantio e o cultivo do eucalipto mais profissionais e rentáveis, além de orientar os presentes com relação à produção de eucalipto da forma mais eficaz e de acordo com as exigências do mercado consumidor local e estadual.

De acordo com a pesquisadora da Epamig, Izabel Cristina dos Santos (uma das coordenadoras do evento), a Empresa pretende mostrar com esse seminário, como deve ser realizado o manejo dessa cultura desde o plantio até o corte, terminando com as tendências e perspectivas do mercado. "Apresentaremos os temas de forma clara, objetiva, para que todos entendam bem como desenvolver a cultura do eucalipto. Para isso, além da apresentação teórica e prática, teremos, também, espaço para as discussões relacionadas ao meio ambiente e à responsabilidade sócio-ambiental que todos devemos ter", explica a pesquisadora.

POTENCIAL DE MINAS

Minas Gerais possui 21 milhões de hectares de área de Cerrado, o que corresponde a 37% do território estadual. Esta região possui grande potencial para exploração florestal, com condições de solo e climáticas propícias ao cultivo de espécies florestais, grãos, pecuária de leite e de corte e está estrategicamente localizado entre grandes pólos consumidores de madeira como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Minas também possui boa estrutura viária para atingir os principais portos marítimos do País, além de elevadas potencialidades comerciais para as atividades florestais e infra-estrutura de pesquisa e ensino reconhecidamente de qualidade. Detentor do maior parque siderúrgico brasileiro, alimentado por carvão vegetal, a madeira de floresta plantada tornou-se produto de extrema importância socioeconômica para o Estado, representando hoje 7% do PIB estadual e agregando R$ 3,8 bilhões em exportações, gerando 731 mil empregos.

Segundo a Associação Mineira de Silvicultura (AMS), a produção de carvão vegetal em Minas Gerais responde por 60% da demanda no Estado. Sete Lagoas concentra o maior pólo de produção de ferro-gusa movido a carvão vegetal de Minas Gerais, seguido pelos municípios Divinópolis e Itaúna.

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Em Minas Gerais cerca de 80% das pastagens cultivadas nos Cerrados apresentam algum grau de degradação. Segundo a pesquisadora da Epamig, Maria Celuta Machado Viana, diversas tecnologias têm sido desenvolvidas e propostas para a recuperação dessas pastagens. Dentre elas, os sistemas agrossilvipastoris apresentam-se como uma alternativa das mais promissoras e sustentáveis para recuperação de áreas degradadas, considerando, sobretudo, seu reduzido custo ambiental além de serem economicamente viáveis em muitas regiões do Estado.

"Esses sistemas, também conhecidos como Sistemas Integrados Lavoura-Pecuária-Floresta (SILPF), se referem à técnica composta pelos componentes arbóreo, a cultura, a forragem e os animais de maneira que as explorações das atividades agrícolas, pecuárias e florestais geram benefícios ambientais, econômicos e sociais por meio da produção complementar e renda adicional para o produtor, além da capacidade do setor em multiplicar postos de trabalho. A busca de um sistema de produção agropecuário economicamente, socialmente e ecologicamente sustentável, fundamentado em tecnologias não agressivas ao meio ambiente, tem apontado o desenvolvimento SILPF como a alternativa mais adequada de exploração agropecuária, uma vez que combina árvores, culturas e animais em um conceito de imitação dos ecossistemas naturais. Neste sistema, o solo é explorado de maneira intensiva e economicamente durante todo o ano, favorecendo o aumento da oferta de grãos, forragem, letie, carne, fibras e madeira. Diversos modelos de sistemas de produção estão sendo avaliados, destacando-se os silvipastoris, os agrossilvipastoris e os agropastoris, dentre outros", explica a pesquisadora.

Atendendo à demanda da região, a Epamig implantou uma Unidade de Demonstração de Integração de Lavoura-Pecuária-Floresta na Fazenda Experimental de Santa Rita, em Prudente de Morais (próximo à Sete Lagoas). O projeto foi financiado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e tem como parceiros a Embrapa Milho e Sorgo, a Emater-MG e as empresas Votorantim Metais e Asiflor. Nessa unidade estão sendo avaliados três clones de eucalipto. Mais informações com a pesquisadora Maria Celuta Machado Viana, pelo telefone: (31) 3773-1980.

Participarão do Seminário Regional do Eucalipto, além dos pesquisadores, produtores rurais, empresários, técnicos agrícolas, estudantes, representantes de órgãos de defesa do meio ambiente – governamentais e não-governamentais -, de associações de classe ligados à agropecuária, cooperativas, dentre outros.

O credenciamento para a participação no seminário deve ser feito no local, a partir das 8 horas.

Mais informações pelo telefone (31) 3489-5078.

A programação do Seminário Regional do Eucalipto está disponível no site da Epamig.

FONTE

Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais
Assessoria de Comunicação da Epamig
Telefones: (31) 3489-5022 - (31) 3489-5023

Links referenciados

Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais
www.agricultura.mg.gov.br

Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais
www.epamig.br

Assessoria de Comunicação da Epamig
imprensa@epamig.br

Associação Mineira de Silvicultura
www.silviminas.com.br

Associação Mineira de Silvicultura
www.silviminas.com.br

Seminário Regional do Eucalipto
www.epamig.br/index.php?option=com_conte
nt&task=view&id=525emid=69

Universidade Federal de Viçosa
www.ufv.br

Fundação João Pinheiro
www.fjp.gov.br

Embrapa Milho e Sorgo
www.cnpms.embrapa.br

Emater-MG
www.emater.mg.gov.br

Epamig
www.epamig.br

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