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Governo decide revisar decreto que tornou mais rígida a Lei de Crimes Ambientais

noticias :: Por Editor em 20/08/2008 :: imprimir   pdf   enviar   celular

O governo decidiu revisar o Decreto 6.514/2008, que tornou mais rígida a Lei de Crimes Ambientais. A mudança atenderá a reivindicações de representantes do agronegócio. "Tudo que eventualmente extrapolou a lei será liminarmente retirado do decreto", afirmou ontem (20/8) o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em audiência pública na Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara.



"Vários pontos devem ser aperfeiçoados, mas a filosofia do decreto não está errada", acrescentou. Segundo Minc, com as mudanças, a recuperação da reserva legal poderá ser feita fora da área desmatada originalmente, desde que dentro do mesmo bioma. De acordo com ele, a recomposição também poderá ser feita em áreas de florestas públicas, com o financiamento de unidades de conservação.

O ministro disse que meio ambiente e agricultura não são inimigos e que, de uma pauta de 15 pontos analisada por ele e pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, seis já foram acertados.

O Decreto 6.514/2008 foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 22 de julho. Entre outros pontos, o texto prevê multa para quem deixar de registrar reserva legal. As propriedades na Amazônia Legal têm que preservar 80% da área com cobertura florestal original. No Cerrado, esse percentual é de 35% e nos outros biomas, 20%.

Pelo decreto, o proprietário que já desmatou percentual maior que o permitido terá que assinar termo de ajustamento de conduta para recuperação da área. A bancada ruralista argumenta, no entanto, que não será possível recuperar áreas degradadas que foram ocupadas para a produção.

"Precisamos da ampliação de prazos para construirmos o entendimento entre crescimento e preservação. Queremos o amadurecimento da relação entre meio ambiente e agricultura", disse o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara.

FLORESTA NACIONAL DE RORAIMA

O governo vai desconstituir a Floresta Nacional de Roraima, criada em 1989. A área foi ocupada por um assentamento onde vivem mais de mil famílias, criado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a Casa Civil vai encaminhar ao Congresso um projeto de lei em regime de urgência para desfazer a unidade de conservação. O ministro participou ontem (20/8) de audiência pública na Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara.

Segundo o deputado Édio Lopes (PMDB-RR), os produtores da região tiveram as licenças e financiamentos públicos suspensos, por causa de restrições ambientais.

FONTE

Agência Brasil
Luana Lourenço
Repórter

Links referenciados

Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
www.incra.gov.br

Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

Casa Civil
www.presidencia.gov.br/casacivil

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