

Subproduto do etanol vira componente não-fóssil para o plástico: Pilhas do material DDGS, um subproduto da produção do bioetanol, que poderá ser usado na fabricação de plásticos
Créditos: Steven VaughnArgila, talco, vidro, papel e até metais são normalmente acrescentados ao plástico durante o seu processo de fabricação para aumentar sua resistência. Mas um subproduto da produção do etanol pode ser uma alternativa mais eficiente do que todos esses materiais.
A equipe do professor Kurt Rosentrater, do Laboratório de Pesquisas Agrícolas dos Estados Unidos, descobriu que um material conhecido tecnicamente como DDGS (Distiller's Dried Grains With Solubles), gerado durante a fabricação do bioetanol, possui um alto teor de fibras que o torna perfeito para o uso como carga na fabricação de plásticos.
Carga é o termo técnico utilizado para designar os materiais que entram como preenchimento entre as moléculas do material principal. O mesmo sistema é utilizado na fabricação de outros materiais, como o papel, onde o caulim preenche os espaços entre as fibras de celulose.
COMPONENTE NÃO-FÓSSIL PARA O PLÁSTICO
Comprimindo misturas de DDGS e resina plástica fenólica, os pesquisadores descobriram que uma concentração entre 25 e 50% de DDGS é perfeita para a utilização como uma carga não-fóssil para os plásticos.
A fabricação de compósitos plásticos com conteúdos biológicos tem grande interesse da indústria e dos consumidores, preocupados com a redução no consumo de produtos derivados do petróleo. A utilização da carga, além de aumentar a resistência do plástico, reduz a quantidade do plástico propriamente dito no produto final.
Os resultados desta pesquisa, além da aplicação direta na indústria de plásticos, representam elementos importantes para o desenvolvimento de outros produtos manufaturados que incorporem materiais de origem biológica ou biodegradáveis.
FONTE
Inovação Tecnológica
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Jornal Agrosoft
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