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Delfim Netto e Crestana defendem o programa brasileiro de biocombustíveis

noticias :: Por Editor em 07/06/2008 :: imprimir   pdf   enviar   celular


Delfim Netto e Crestana defendem o programa brasileiro de biocombustíveis: Antonio Delfim Netto
Créditos: Antonio Milena
O ex-ministro Delfim Netto, em palestra realizada no dia 5 de junho na Embrapa Instrumentação Agropecuária, em São Carlos (SP), defendeu o programa brasileiro de biocombustíveis e disse que não há possibilidade de crise energética no País.



"Teremos custos mais elevados devido ao petróleo e à energia nuclear, mas não teremos crise e as possibilidades do Brasil nesse campo são enormes", afirmou ele, lembrando ainda que 44% da matriz energética brasileira já é renovável (álcool, hidrelétrica e carvão vegetal, com grande predominância dos dois primeiros), comparados com uma participação de apenas 15% em todo o mundo.

Disse ainda que a tendência será reduzir os atuais 56% de participação da energia não-renovável (petróleo e carvão mineral).

Salientou porém que há diferenças entre o álcool e o biodiesel, pois este ainda não é competitivo frente ao diesel de petróleo, enquanto que o álcool é mais barato que a gasolina.

Delfim se mostrou otimista inclusive em relação ao gás natural, cuja escassez descartou, pois a Petrobras já providenciou dois navios-usinas para gaseificar o gás natural que vem em forma líqüida (do Brasil e de outros países), no caso do fornecimento da Bolívia ser insuficiente.

Ele lembrou que a Petrobras é a quarta empresa petroleira do mundo e que suas pesquisas e tecnologias – em especial em águas profundas – são reconhecidas internacionalmente.

Para o ex-ministro, "nos próximos 20 anos não teremos crise de contas públicas, de transações correntes com o Exterior ou de energia, pois, pela primeira vez, o Brasil está pensando, em macroeconomia, nos próximos 25 anos e não apenas no curto prazo".

Também o presidente da Embrapa, Silvio Crestana, manifestou seu otimismo com a mudança da matriz energética para os biocombustíveis, cujos estudos e pesquisas começam a se tornar prioridade na Embrapa.

"Chegou a hora e a vez do Brasil, na agricultura para alimentos e para agroenergia, apesar dos gargalos que ainda temos, como infra-estrutura e encarecimento de alguns insumos, como os fertilizantes químicos", ponderou Crestana.

Ele lembrou o recente discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), onde, em defesa contundente do álcool brasileiro, disse que "os dedos que apontam contra o álcool, estão sujos de petróleo e de carvão".

Além do presidente da Embrapa e do ex-ministro, estiveram presentes ao evento o ex-presidente da Embrapa Eliseu Andrade Alves (participante do grupo que idealizou e implantou a Embrapa em 1973) e os chefes gerais das duas unidades da empresa em São Carlos, Álvaro Macedo (Embrapa Instrumentação Agropecuária) e Nelson José Novaes (Embrapa Pecuária Sudeste).

FONTE

Embrapa Pecuária Sudeste
Jorge Reti - Jornalista
Telefone: (16) 3411-6400

Links referenciados

Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação
www.fao.org.br

Embrapa Instrumentação Agropecuária
www.cnpdia.embrapa.br

Embrapa Pecuária Sudeste
www.cppse.embrapa.br

Jorge Reti
jreti@cppse.embrapa.br

Petrobras
www.petrobras.com.br

Embrapa
www.embrapa.br

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