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Embrapa comemora no dia 22 de abril o Dia da Mandioca

Publicado em 19/04/2008 na seção noticias :: Outros formatos: Texto e PDF

A Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas - BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), comemora, em 22 de abril, a partir das 14h, o Dia da Mandioca.

Créditos: Wikipédia
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A data coincide com a do descobrimento do Brasil. “Foi aqui que os colonizadores portugueses descobriram também a mandioca, o ‘pão dos trópicos’, como a batizou o padre José de Anchieta, em 1560”, explica o pesquisador Joselito da Silva Motta, especialista nos usos da mandioca. “Base alimentar em todo o período de desbravamento, sem ela não seria viável a colonização do nosso país. Seus derivados encantaram os portugueses, a exemplo dos beijus que foram descritos por Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal como ‘tão alvos e saborosos que superam em muito o pão desse reino’”, recorda ele.

Originária da América do Sul, a mandioca (Manihot esculenta Crantz) constitui um dos principais alimentos energéticos para mais de 700 milhões de pessoas, principalmente nos países em desenvolvimento. Mais de 80 países produzem mandioca, sendo que o Brasil participa com mais de 15% da produção mundial (é o segundo maior produtor do mundo).

USOS DA MANDIOCA

De fácil adaptação, a mandioca é cultivada em todos os estados brasileiros, situando-se entre os nove primeiros produtos agrícolas do país, em termos de área cultivada, e o sexto em valor de produção. É uma cultura bastante versátil e produtiva, além de tolerante às condições ambientais do semi-árido. Por esta característica de rusticidade, as áreas destinadas ao cultivo nas propriedades têm sido as marginais, menos férteis, com pouco ou nenhum uso de tecnologias apropriadas.
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“A mandioca é ainda uma riqueza muito pouco conhecida e explorada. Seus usos ainda são vistos com muita surpresa, passando por métodos rudimentares de aproveitamento a usos industriais sofisticados, ampliando a cada dia a complexidade de sua cadeia produtiva”, afirma Joselito Motta.

Os usos mais comuns da mandioca são na alimentação humana (a exemplo dos beijus, bolachinhas de goma e pães de queijo) e na alimentação animal, em forma de raspa, feno e silagem. Até mesmo a parte área (folhas e caules) e a manipueira, o líquido tóxico originado da prensagem das raízes, podem ser aproveitadas. A manipueira pode ser usada, por exemplo, na confecção de tijolos e tintas e como herbicida, inseticida e adubo orgânico.

Um projeto de lei apresentado em 2001 pelo deputado Aldo Rebelo prevê a obrigatoriedade de inclusão de 10 a 20% de fécula de mandioca nas massas. O objetivo seria incentivar a produção nacional e garantir mercado para os produtores de mandioca, a maioria familiares. “A fécula atua na mistura como um diluidor do glúten presente no trigo, conferindo ao produto final poucas alterações”, explica Joselito.

PROGRAMAÇÃO

As comemorações do Dia da Mandioca incluem a palestra “Mandioca, a raiz do Brasil”, ministrada por Joselito Motta sobre os inúmeros usos da mandioca. O pesquisador Hermes Peixoto, também poeta, fará uma homenagem ao poeta cearense Patativa do Assaré, cuja réplica da poesia “O puxadô de roda” está materializada na casa de farinha rústica que leva seu nome, com equipamentos centenários fazendo contraste à Unidade modelo do Centro de Tecnologia em Mandioca da Embrapa.

Na oportunidade, será homenageada também a pesquisadora Wania Fukuda, vencedora da 30ª edição do Prêmio Frederico de Menezes Veiga 2008, promovido pela Embrapa, cujo tema foi “Integração Pesquisa e Extensão: Fator de sucesso da moderna agricultura brasileira”. Engenheira agrônoma e mestre em genética e melhoramento, Wania Fukuda é pesquisadora da Embrapa há 34 anos, onde é a curadora responsável pela coleção de mandioca da Unidade, que possui 2.012 variedades mantidas em campo. Desde 1993, desenvolve um trabalho baseado na inclusão de agricultores e extensionistas de forma mais ativa no processo de melhoramento genético da mandioca.

Aberto a representantes de entidades, técnicos e produtores, o evento acontece no Centro de Tecnologia em Mandioca, onde são desenvolvidos trabalhos de pesquisa e o treinamento de produtores e técnicos da cultura, formado por casa de farinha, fecularia, áreas de panificação e de captação de manipueira, além de auditório.

A UNIDADE DE PESQUISA

A Unidade localizada em Cruz das Almas pesquisa a Cultura da Mandioca desde 1975. Dos 73 pesquisadores, 20 dedicam-se aos estudos da cultura. Além de atender a produtores e técnicos em palestras, dias-de-campo e cursos intensivos, a instituição é responsável, a cada dois anos, pelo treinamento de técnicos do Timor Leste (Ásia) e de países africanos de língua portuguesa (Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe), resultado de um acordo de cooperação técnica entre Brasil e Japão.

PARA SABER MAIS

Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical
Base de dados sobre a Cultura da Mandioca

Wikipédia
Mandioca, Aipim ou Macaxeira

Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam)

Mandioca Brasileira

FONTE

Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical
Léa Cunha - Jornalista
Telefone: (75) 3621-8076
Fax: (75) 3621-8092

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